A dois meses do Natal, consumidor está menos confiante

Índice de confiança caiu ao menor nível desde abril de 2009

iG Minas Gerais | Janine Horta |

Emerson e a mulher comprarão neste Natal só para os filhos
Uarlen Valério
Emerson e a mulher comprarão neste Natal só para os filhos

“Não vamos comprar nada neste Natal. Os presentes serão só para o bebê, porque não sabemos o que virá aí pela frente na economia depois das eleições. Então, vamos limitar os gastos”, diz Emerson Vieira Morais, que trabalha como autônomo. Ele estava saindo de um shopping nesta sexta com a esposa, Cínthia Scofnees, que também é autônoma e confirma as palavras do marido. “Presente, só para as crianças”, disse ela, segurando o filho Hiago no colo. O casal é um exemplo do que revelou a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apontou queda de confiança do consumidor – recuo de 1,5% na passagem de setembro para outubro de 2014. Esse índice passou de 103,0 para 101,5 pontos – menor nível desde abril de 2009. Ainda de acordo com a FGV, houve piora da satisfação com a situação atual e das expectativas em relação aos meses seguintes. O índice de confiança da FGV vem caindo desde o início do ano. Em janeiro de 2014 era de 108,9 pontos; em fevereiro passou para 107,1, e assim, sucessivamente, até o momento. Para a economista da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), Iracy Pimenta, esse comportamento do consumidor deve reduzir as vendas do Natal. As razões para a insegurança seriam o crescimento da inflação e o endividamento das famílias. “Com o aumento da inadimplência, as pessoas não conseguirão fazer novas compras parceladas”, diz Iracy. Para o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) Gabriel Ivo, seja qual for o novo presidente escolhido, as pessoas sabem que haverá mudanças na economia, e isso traz apreensão. “Assim, o Natal deste ano será igual ou pior que o de 2013”, conclui.

Expectativas Vendas. Todas as expectativas de vendas da CDL/BH em 2014 foram frustradas. No Dia das Mães, por exemplo, esperava-se crescimento de vendas até 3,09%, mas o crescimento foi de 0,38%.

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