Umidade no solo atrasa fim de obra no Cruzeiro

Cratera já tinha sido fechada, mas trabalho ainda terá que ser refeito

iG Minas Gerais | aline diniz |

Cronograma. Tráfego deve ser liberado até fim da próxima semana, diz operário da intervenção
JOAO GODINHO / O TEMPO
Cronograma. Tráfego deve ser liberado até fim da próxima semana, diz operário da intervenção

Como se não bastasse a espera por mais de dez meses, os moradores da rua Cabo Verde, no bairro Cruzeiro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte – onde uma cratera se formou no fim do ano passado –, vão precisar aguardar por ao menos mais uma semana para que a recuperação da via seja concluída. Segundo funcionários da obra, a previsão era que a intervenção fosse concluída até neste domingo, mas foi preciso reabrir o buraco após eles perceberem que havia muita umidade no local. O problema começou em dia 24 de dezembro de 2013, quando a via se rompeu e um murro de arrimo desabou no local. Um operário da obra informou, sob anonimato, que os funcionários chegaram a fechar o “buraco” que abriram para consertar o estrago e que o próximo passo seria colocar o asfalto, mas a obra precisou ser refeita. “Construímos um dreno para retirar a água. Agora, vamos colocar pedras e terra e depois asfaltar”, explicou. O operário informou ainda que não havia alternativa. “Era necessário refazer (os trabalhos) para que o pavimento aguentasse o tráfego pesado de ônibus”, disse. A previsão, segundo o funcionário, é que a pista seja liberada até o fim da próxima semana. Transtornos. A demora para a conclusão da intervenção é uma falta de respeito com moradores da rua e usuários da via, segundo a bancária Selma Carvalho Costa de Lacerda, 49, que mora em um prédio em frente à cratera. “(O atraso) é um atestado de incompetência. A prefeitura não fiscaliza adequadamente a obra”, disse. Ela reclama que a poeira causa tosse e sujeira na casa. “Estou com o peito cheio, e não adianta passar pano na casa porque o chão volta a ficar sujo em pouco tempo”, reclama.

Também morador da rua Cabo Verde, o estudante de engenharia mecânica Gustavo Amorim, 20, conta que não consegue usar a garagem do prédio por causa das intervenções. Segundo ele, às vezes, ocorrem “picos de energia e falta de água” na região. A comunidade local teme que a chegada do período chuvoso atrapalhe as obras. “Se começar a chover, a via vai ficar intransitável. As pessoas que moram na rua Cabo Verde parecem estar ilhadas”, resume a aposentada Maria Helena Campos, 66.

Justificativa Atraso. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital informou em nota que o atraso nas obras se deve a embargo judicial, em resultado de ação proposta por moradora. 

Empresa troca base de drenagem, diz Sudecap Em nota, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou que acompanha as obras de recuperação da rua Cabo Verde, no bairro Cruzeiro, na região Centro-Sul da capital, feitas pela Edifica Empreendimentos e Arquitetura e Engenharia, que teria causado o dano. Segundo a pasta, a empresa está realizando escavações no local para substituir o material da base de drenagem por outro, com mais capacidade de absorção, uma vez que se trata de região com solo muito úmido. A reportagem de O TEMPO telefonou quatro vezes para a empresa para conversar com o engenheiro responsável pela obra, Gustavo Lourenço Valadares Gontijo, mas foi informada de que o profissional não estava na empresa. Ele não retornou as ligações.

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