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iG Minas Gerais | Paulo Bressane |

Economia: A excelência do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em palestra na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas de BH
CDL/DIVULGAÇÃO
Economia: A excelência do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em palestra na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas de BH

Nesta véspera de eleição, vale comentar o manifesto de 164 professores universitários de economia ligados a conceituadas instituições de ensino no Brasil e exterior. O manifesto é uma contraposição ao grupo “Economistas com Dilma”, que tem, entre outros que contribuem com nosso desespero econômico, Luiz Gonzaga Belluzzo, Guido Mantega e Maria da Conceição Tavares. Não tenho formação econômica, apenas vejo o país com os olhos da razão, e a razão sobrepõe-se à ilusão do marketing quando constatamos que o governo petista errou ao preferir manter o povo domesticado com suas bolsas de bondade. O maior erro de Ludilma, além de optar pela bandidagem, foi menosprezar a geração da riqueza desenvolvimentista promovida pelo livre mercado, que tributa menos e permite que as pessoas tenham mais dinheiro para empreender e consumir. Vamos a alguns trechos do manifesto: “Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco. Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo. O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica. Uma política monetária inadequada gerou a suspeita de intervenções de cunho político no Banco Central, que foi fatal para sua credibilidade. A utilização recorrente de truques contábeis destruiu a confiança na política fiscal. Esta combinação de políticas monetária e fiscal opacas e inadequadas gerou um cenário macroeconômico extremamente adverso, com inflação alta e crescimento baixo”. “O excesso de intervencionismo nas estatais, como o represamento artificial dos preços de energia e gasolina, minou a capacidade de investimento dessas empresas. Por conta de empreendimentos questionáveis do ponto de vista econômico, a capacidade de investimento da Petrobras foi comprometida. A distribuição arbitrária de crédito subsidiado produz distorções na alocação de recursos do país e contribui para o baixo crescimento econômico. Os subsídios envolvidos geram altos custos fiscais que o atual governo tenta esconder com malabarismos e truques contábeis. Estes expedientes destruíram a confiança nas estatísticas fiscais do país. Os recursos gastos na forma de subsídios injustificados poderiam ser utilizados para ampliar programas sociais e investimentos públicos em educação, saúde e infra-estrutura. O Brasil precisa continuar avançando na direção de uma sociedade mais justa e igualitária.” ENTRE A GENTE Durante palestra para empresários na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) o ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, disse que o Brasil não anda, mas também não desanda. Para o ex-ministro, a razão está na consolidação da democracia, na independência do judiciário, na liberdade da imprensa, na intolerância da sociedade à inflação e na disciplina do mercado.

Ele afirmou ainda que o país parou de crescer e que dentro de um a dois meses o desemprego deve começar a aparecer. Para 2015 ele projeta um crescimento de 1,2%, mas ressaltou que será um ano difícil. As taxas de juros devem ficar em patamares superiores. O ex-ministro da Fazenda criticou duramente o governo Dilma, ressaltando que ele só não foi pior do que o período Collor e a época de Floriano Peixoto.  

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