Compreensivo, Levir sai em defesa de Jô: 'é como um filho'

Apesar de dizer que 'queria cortar o pescoço' do centroavante, treinador perdoou o atleta que cometeu atos de indisciplina

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Levir
Levir

Jô está de volta. Após atravessar problemas particulares e ficar fora dos treinamentos por mais de uma semana, o centroavante atleticano foi reintegrado ao plantel. Reincidente nos atos de indisciplina, o jogador ganhou o apoio de Levir Culpi na busca pela retomada de foco. Nas palavras do treinador, mais do que críticas, é o momento de compreensão.

"Os planos para ele são iguais aos outros. Ele foi reintegrado pelo Kalil, tivemos uma conversa também. Ele é muito querido no grupo, não faz mal para ninguém, faz mal para ele de vez em quando. Espero que ele consiga se readaptar a situação do Atlético. Vi a preocupação do pai e dele também, o ser humano sempre precisa de uma nova chance, acho que ele pode nos ajudar neste fim de ano", disse o treinador, que revelou detalhes de seu primeiro encontro com o jogador após o sumiço.

"Já falei com ele, foi em uma condição de carrasco, queria cortar o pescoço dele", brincou. "Todos nós quando jogamos passamos por momento difíceis. Conviver com a fama é muito complicado, porque a maioria dos atletas brasileiros não tiveram a base necessária para suportar esta carga de fama que eles têm no momento. Muitos aprendem com a vida, e ele é novo, tem 27 anos apenas, tem muito tempo para jogar. Ele precisa centrar no seu trabalho, no jogo, no futebol. É administrar esta parte extra-campo que vinha atormentando a vida dele. Há tempo para melhorar", completou Levir. 

E para auxiliar o atacante, que não marca há 22 jogos, até a torcida foi convocada pelo treinador alvinegro.

"É como um filho, tem uma hora que você precisa de uma ajuda, e não apanhar. Esta é a hora da torcida do Atlético dar uma assistência para que ele se sinta inteiro. Uma pena que os torcedores estão mudando de opinião muito rapidamente hoje em dia. Observo a torcida do Cruzeiro, você vaiar o time com uma campanha destas é irracional. Eu não entendo se esta vaia vai fazer o jogador melhorar. Aqui, no Atlético, quando a torcida empurra pra frente é muito difícil perdermos. As equipes que conseguirem jogar com a torcida vão levar uma vantagem. Isto tem acontecido com o Flamengo, se a gente tiver com a torcida é muito mais fácil para recuperar o jogador. O torcedor é muito emocional, mas é muito mais favorável um aplauso, um incentivo, aí o cara vai lá e faz o gol", concluiu  Levir. 

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