Áreas no Barreiro serão desapropriadas para construção de um piscinão

Os imóveis foram declarados de utilidade pública para serem desapropriados, mas nenhum morador ainda foi notificado sobre o decreto, já que o projeto executivo ainda está sendo elaborado

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) nesta sexta-feira (24) que quatro terrenos no Barreiro, localizados no Bairro das Indústrias, serão desapropriados para a construção de um reservatório, que faz parte de um plano de ações da prefeitura para prevenir enchentes. Para que a desapropriação aconteça, os imóveis foram declarados como sendo de utilidade pública.

Eles pertencem presumivelmente a V & M do Brasil, que disse não ter informações sobre o assunto. Isso significa que os imóveis ainda têm o nome da empresa em cartório, mas já podem ter sido vendidos sem que ainda houvesse a alteração dos dados nos documentos.

De acordo com a prefeitura, o local será utilizada para a construção de uma espécie de  "piscinão". Como o projeto ainda está em análise e elaboração, não houve notificação aos moradores das áreas que serão desapropriadas. 

Conforme explicou a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), o decreto trata da desapropriação necessária para a implantação da Bacia do Bairro das Indústrias - com volume de 120 mil metros cúbicos - com o objetivo de minimizar as ocorrências de inundações ao longo da calha do Ribeirão Arrudas.

A obra deve demorar cerca de dois anos para ser finalizada, e a previsão é que ela comece no primeiro semestre de 2015 e termine no segundo semestre de 2016. A empreitada foi orçada em R$ 40,3 milhões, recurso que veio do governo Federal.

A ideia é construir um reservatório ao longo do Ribeirão Arrudas por meio de alterações no relevo do terreno situado entre as ruas José Carlos Mata Machado e Vasco Azevedo. Ainda segundo a prefeitura, o projeto executivo da obra ainda está em fase de elaboração.

O reservatório faz parte da série de ações da prefeitura para a prevenção contra enchentes, por meio do Grupo Executivo de Áreas de Risco (Gear).

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