Crianças apontam o país ideal

Se os presidenciáveis tivessem superpoderes, pequenos pediriam escolas, hospitais e doces

iG Minas Gerais | Larissa Veloso |

Juntos. 
Enquanto os adultos acirram as rivalidades, as crianças não veem problemas em juntar os dois candidatos para salvar o mundo
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Juntos. Enquanto os adultos acirram as rivalidades, as crianças não veem problemas em juntar os dois candidatos para salvar o mundo

Uma piscina de sorvete, escola e moradia para todos em um castelo comunitário. Estes são alguns dos pedidos que um grupo de crianças faria para os candidatos à Presidência da República, caso eles fossem super-heróis. A reportagem de O TEMPO conversou com 12 crianças de cinco a oito anos da Escola Balão Vermelho, na zona Sul de Belo Horizonte, para saber o que elas julgam mais importante no cuidado com o país. As respostas foram surpreendentes.

“Eles podiam dar comida para as pessoas que não têm dinheiro para comprar nada”, dispara Danielle Drummond, 6, a primeira do grupo a responder. Se Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) fossem super-heróis ouviriam do pequeno Gabriel Romano, 6, pedido para a construção de mais casas e hospitais. Samara Cunha, 7, queria mais investimentos na educação. “Eu ia pedir para que as pessoas que não tivessem uma escola boa tivessem um lugar melhor para estudar”, afirma. “Eu queria que todos tivessem os mesmos direitos”, resume a pequena Luísa Bernucci, 7. O colega Tiago de Miranda, 6, já tinha a solução para um possível atraso das obras. “Eles podiam fazer assim (faz um gesto ‘mágico’ com as mãos) e quando acabasse, pronto, tinha um prédio construído!”, exclama. No mundo idealizado por meninos e meninas, as prioridades são claras. Além de hospitais, casas e escolas para todos, “Super-Dilma” e “Super-Aécio” deveriam proteger a natureza. “Eu ia pedir que os animais tivessem uma vida igual à da gente, porque está tendo muito fogo na floresta e está queimando muito eles”, pede Gabriel Romano. “A gente queria que as pessoas parassem de poluir o planeta”, concorda Matheus Aragão, 8. Para não deixar que os incêndios consumissem as matas brasileiras, os superpresidentes teriam o poder de voar e soltar água pelas mãos. Habilidade que seria muito útil também em tempos de falta de água em cidades mineiras, outra questão levantada pelas crianças. Quando indagados sobre quais pedidos fariam pelas crianças do Brasil, eles não economizam na imaginação. “Para as crianças se divertirem, todo mundo ganharia presente todo dia”, exclama Arthur Pimenta, 6. “Como no Natal ou na Páscoa”, completa Rafael Gontijo, 8. O pequeno Tiago de Miranda foi além e quer mais aniversários por ano. “Quando a gente quisesse que chegasse o nosso aniversário, era só pedir para eles”, disse. Mas Luísa Bernucci viu um problema no pedido: “aí a gente ia ficar com o dente doendo de tanto comer doces”. Mas com tantos hospitais disponíveis, isso não seria um problema.

Na cabine Votação. Apesar de serem ainda muito novos para votar e nem se lembrarem de que no domingo acontece o segundo turno, todas as crianças acompanharam os pais no dia de votação

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