É só caprichar um pouco mais

Atacante precisa de nove finalizações em média para conseguir marcar um gol pelo time

iG Minas Gerais | Josias Pereira / Thiago Prata |

Capricha, garoto! O atacante Carlos tem muito potencial, aparece várias vezes em boas condições, mas tem perdido muitos gols
JOAO GODINHO / O TEMPO
Capricha, garoto! O atacante Carlos tem muito potencial, aparece várias vezes em boas condições, mas tem perdido muitos gols

Calma, garoto! É preciso calibrar o pé. Após uma ascensão meteórica com a camisa do Atlético, motivada principalmente pelos dois gols marcados na vitória sobre o arquirrival Cruzeiro, o atacante Carlos vem aprendendo a lidar com o outro lado do futebol profissional: as críticas. Vice-artilheiro do Atlético no Brasileiro, com quatro tentos, o jogador não marca há cinco jogos, um deles pela Copa do Brasil. Mas não é por falta de chances. Os números comprovam que o jogador é um dos que mais finalizam a gol. Mas também é um dos que mais erram o alvo. Em 35 finalizações no Brasileiro, 18 delas foram longe do gol, a quarta maior marca entre os jogadores atleticanos. Para marcar um gol, Carlos precisa de cerca de nove finalizações em média. Os impedimentos também vêm atormentando a jovem promessa. Já foram 16 no total. Uma das justificavas para esses números pode ser a função que Carlos vem executando dentro do sistema tático de Levir. Caindo pela ponta direita, o atacante, além da preocupação ofensiva, vem se esforçando na marcação. No jogo contra o Bahia, na última terça-feira, o jogador se deslocou por praticamente todo o campo. Na hora de finalizar, está faltando perna. “Nós temos um time muito rápido. Está faltando a conclusão, mas creio que com treino nós vamos conseguir aprimorar isso. Tem que ter tranquilidade. Fico feliz por ajudar ali na defesa também. Mas é preciso trabalhar um pouco mais”, analisou o jovem Carlos. Para não prejudicar o Atlético na reta final do Brasileiro e da Copa do Brasil, o técnico Alexandre Gallo optou por desconvocar os alvinegros Carlos e Eduardo dos próximos jogos da seleção olímpica. Esta aí a brecha! O atacante atleticano terá a chance de, mais uma vez, mostrar seu poder de decisão a favor do Galo. Exemplo. Não é preciso ir tão longe para encontrar uma história de superação com características similares no próprio Atlético. O ano era 2012, Bernard, ainda aos 19 anos, chegou a dizer que “não sobreviveria no futebol se continuasse a errar tanto”. A paciência e a perseverança do atleta o fizeram galgar caminhos vitoriosos, e Bernard não só se transformou em uma peça fundamental no Galo, como ganhou o mundo defendendo a seleção brasileira e agora as cores do Shakhtar Donetsk-UCR na Europa. Curiosamente, Carlos possui números melhores em sua primeira temporada do que Bernard. Em 2011, Bernard não fez nenhum gol e ainda errou 24 finalizações só no Campeonato Brasileiro (média de 66,7%).

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave