Ronaldinho e até time do tetra já desrespeitaram 'cartilha de Dunga'

Documento com 16 normas de conduta passou a valer desde o primeiro amistoso da nova era Dunga, contra a Colômbia, em agosto

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Na volta à seleção brasileira, Dunga e o coordenador técnico da CBF, Gilmar Rinaldi, criaram uma cartilha para os jogadores convocados. O documento que a reportagem teve acesso traz 16 normas de que conduta que os atletas devem seguir quando estão com a equipe. A cartilha passou a valer desde o primeiro amistoso da nova era Dunga, contra a Colômbia, em agosto. Se valesse antes disso, alguns craques como Ronaldinho, Ronaldo e o time do tetracampeonato teriam descumprido as normas. ALÔ, RONALDINHO? Dunga era o técnico e o Ronaldinho a principal estrela do time na Olimpíada de 2008. O Brasil perdeu para a Argentina na semifinal e terminou o torneio na terceira colocação. No pódio, para receber a medalha de bronze, o telefone de Ronaldinho tocou. O meia-atacante não teve dúvida e atendeu a ligação. Pela imagem, a conversa parecia estar animada. Na nova seleção, o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos é vetado nos vestiários e em locais de reuniões dos atletas. MAICON O lateral-direito da Roma foi a primeira vítima das novas regras aplicadas por Dunga e Gilmar. Ele chegou atrasado após uma folga durante o período de amistosos em setembro e foi cortado da seleção brasileira. Desde então, nunca mais teve chance com o novo técnico. VOO DA MUAMBA Um dos pontos da cartilha diz que os jogadores ficam obrigados a pagar "despesas extras inerentes ao excesso do limite da isenção alfandegária". Taxas como a que a CBF tentou evitar que fossem pagas pelos campeões do mundo de 1994. No episódio que ficou conhecido como "voo da muamba, o avião, que partira do Brasil com 3,4 toneladas de bagagem, regressara com 14,4, segundo dados da Procuradoria Federal. O caso mais escandaloso foi o do lateral Branco, que trazia na bagagem uma cozinha completa, avaliada em US$ 18 mil. O limite legal era US$ 500 por pessoa. TIRA O BONÉ Antes da derrota de 7 a 1 para a Alemanha, todos os jogadores da seleção usaram um boné em homenagem a Neymar, que estava machucado e não jogou. O atacante também apareceu em entrevistas coletivas com o boné expondo sua marca e a de outras empresas, o que passou a ser vetado no ambiente da seleção. SEM POLÍTICA OU RELIGIÃO Replicando uma regra da Fifa, a CBF veta mensagens religiosas nos jogos e no ambiente da seleção brasileira. Kaká, Lucio e outros jogadores que passaram pela seleção já celebraram gols e títulos com dizeres religiosos.

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