Consol irá realizar projeto para construção de trincheira na Pedro I

O prazo para apresentação do projeto é de 60 dias; Cowan e Consol continuam sem assumir oficialmente a culpa pela queda do viaduto

iG Minas Gerais | ALINE DINIZ |

Reunião definirá futuras intervenções na via
Foto: João Godinho/O TEMPO
Reunião definirá futuras intervenções na via

A reunião entre a Cowan, a Consol e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), terminou sem nenhum acordo firmado nesta quinta-feira (23). Apenas a promessa de que a Consol irá realizar o projeto básico de engenharia para a construção de uma trincheira no local onde caiu o viaduto, na avenida Pedro I, em Venda Nova.

O encontro foi marcado após a prefeitura de Belo Horizonte decidir que ao invés de um novo viaduto, deveria ser construída uma trincheira no local. As duas empresas continuam se eximindo de qualquer responsabilidade pela tragédia.

Na reunião, nenhum termo de ajustamento de conduta foi assinado, mas a Consol se comprometeu a fazer o projeto básico da trincheira em um prazo de 60 dias. Passado este prazo, o projeto será apresentado novamente para a Cowan, que irá decidir se vai realizá-lo, e para o MPMG.

O diretor da Consol, Maurício de Lana, já afirmou que a solução apresentada pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) - a trincheira - é viável. Já o diretor jurídico da Cowan, Guilherme Machado, informou que a empresa nunca deixou de atender a sociedade com relação ao ocorrido, e reafirmou que ela não teve responsabilidade na queda do viaduto.

O promotor de Defesa do Patrimônio Público do MPMG Eduardo Nepomuceno, informou que nenhuma das partes assumiu a responsabilidade e que nesta primeira etapa será possível saber o custo real da obra. Ele também considera que uma solução amigável é boa para as duas partes, já que com o processo judicial não seria confortável para a imagem das empresas que já estão há algum tempo no mercado de trabalho. 

Se não houver um acordo após o prazo para a realização do projeto básico de engenharia para a imprensa, o MPMG irá mover uma ação judicial para conseguir o dinheiro e licitar a obra.

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