Justiça aceita pedido da MMX em Minas Gerais

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Complexo minerário Serra Azul em MG está com atividades paradas
MMX/DIVULGAÇÃO
Complexo minerário Serra Azul em MG está com atividades paradas

Rio de Janeiro. O pedido de recuperação judicial da MMX Sudeste Mineração, do empresário Eike Batista, foi aceito ontem pelo juiz Ronaldo Claret de Moraes, da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte. Um dos motivos para a crise, de acordo com a sentença, foi “ um recuo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) de conceder financiamento de longo prazo para projeto de expansão da empresa”.

A Justiça determinou também a suspensão por 180 dias a partir de ontem de todas as ações de execuções contra a MMX Sudeste Mineração, sob a qual fica a unidade de Serra Azul, em Minas Gerais, onde estão as minas Tico-Tico e Ipê. A partir de agora, a companhia tem prazo de 60 dias para apresentação do plano de recuperação judicial. Caso não ocorra dentro do período, pode ser determinada a falência da empresa.

A mineradora já havia demitido, há duas semanas, 120 funcionários de Serra Azul, em Brumadinho.

Na sentença sobre a solicitação de recuperação judicial, foi informado que as razões de sua dificuldade para saldar compromissos de curto prazo foram, além do recuo do BNDES, demora na obtenção de licença ambiental para projetos de expansão, redução vertiginosa dos preços do minério de ferro, e recentes restrições parciais impostas por órgãos ambiental estadual para exploração da mina.

Com dívidas em torno de R$ 440 milhões, a MMX está com a mina Tico-Tico embargada desde 28 de fevereiro.

Mais uma

Derrocada. Após OGPar e OSX, a empresa é a terceira do antigo império construído pelo empresário Eike Batista a pedir recuperação judicial. Esse pedido foi feito na última quinta-feira, dia 16.

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