Mesmo sem aprovação de eleitor, agressões aumentam

Candidatos reforçam estratégias de ataques para tirar votos do adversário e são criticados

iG Minas Gerais | Carla Kreefft |

Opinião. O ministro Dias Toffoli avalia que o caráter ofensivo dos programas na TV não ajuda o eleitor
Nelson Jr/SCO/STF
Opinião. O ministro Dias Toffoli avalia que o caráter ofensivo dos programas na TV não ajuda o eleitor

A três dias do segundo turno da eleição presidencial, Minas Gerais foi palco para a campanha dos dois candidatos, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), que ontem voltaram a utilizar de ataques e agressões. A estratégia ofensiva é justificada, nos bastidores, pela pequena diferença entre as intenções de votos dos dois presidenciáveis. Nas duas últimas pesquisas realizadas pelo Datafolha, os candidatos estão, considerando somente os votos válidos, empatados, mas há uma vantagem numérica em favor da petista de 4 pontos percentuais. Como o número de indecisos já é pequeno, os candidatos tentam desconstruir a imagem do adversário com o objetivo de tirar votos do rival.

A estratégia ofensiva, entretanto, pode não ser a mais acertada, considerando os dados das pesquisas. De acordo com o Datafolha, 71% dos entrevistados criticam a agressividade na eleição. Outros 27% dizem que a agressividade faz parte da eleição. Para 36%, o tucano tem sido o mais agressivo, e para 24%, Dilma é a que mais ataca. Para 32% dos eleitores, os dois se destacam nesse aspecto. Apenas 1% disse que nenhum deles é agressivo

Menos pior. Quem não gosta desse clima de tensão é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli. Em entrevista para o jornal “O Globo”, ele criticou o que chamou de campanha do “vote no menos pior”.

(Com agências)

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