O apito em treinamento

iG Minas Gerais |

Em tempos de tanta contestação às arbitragens mundo afora, é louvável a iniciativa da Federação Mineira de Futebol (FMF) de promover, de hoje a sábado, o “I Simpósio de Aprimoramento dos Árbitros de Elite de Minas Gerais”, no auditório do Hotel Holiday Inn (Savassi), reunindo nomes de peso da arbitragem nacional e internacional. O primeiro palestrante, às 20h, será o paraguaio Carlos Amarilla, da Fifa, que apitou na Copa da Alemanha de 2006. Já houve uma melhoria considerável do nível dos apitadores mineiros nos últimos anos, mas este tipo de aprimoramento é fundamental porque os coloca em contato pessoal com atuais e ex-árbitros que têm muito a passar da experiência própria. Choro eterno As reclamações nunca vão parar, principalmente no campeonato regional, quando os clubes do interior juram que são perseguidos quando há erros contra eles, e os da capital se acusam de estar manipulando a FMF, quando se sentem prejudicados. E, na decisão, quase que invariavelmente, entre Atlético e Cruzeiro, o perdedor certamente culpará o trio de arbitragem e o “esquema” da federação, havendo erro ou não durante os jogos decisivos. Mesmo buscando apitadores de outros Estados, as acusações não cessam, e polêmicas inúteis rendem até começar o Brasileirão. Pisada na bola Por mais que seja “chuva no molhado”, é sempre bom lembrar a importância da regularidade em um campeonato por pontos corridos. Vejam o Atlético, que faz a melhor campanha do returno: só com o Bahia, um dos piores times da disputa, o Galo desperdiçou preciosos quatro pontos com um 0 a 0 no Independência e o 1 a 1 de terça-feira na Fonte Nova, aos 40 do segundo tempo. Impunidade Givanildo não perdeu nenhuma das oito partidas em seu retorno ao América, e o time voltou a render. Imaginem que o clube perdeu seis pontos por um erro absurdo administrativo que não pode passar em branco da forma que está sendo. Sem falar no baque emocional sofrido pelo time que, inicialmente, foi penalizado em 21 pontos. Essa incompetência precisa ser punida. Plantações A plantação de notícias de toda virada de ano começou mais cedo que o normal desta vez. Normalmente, ocorre depois da última rodada do Brasileiro, em dezembro, mas nem terminamos o mês de outubro e lá no Rio já anunciam que o diretor de futebol do Cruzeiro, Alexandre Mattos, vai para o Flamengo.

Só as tragédias Só mesmo guerras e doenças para obrigar a Fifa e demais federações a mexerem no calendário do futebol mundial. Por causa do ebola, a Copa Africana de Nações, marcada para se realizar no Marrocos em 2015, corre o risco de ser cancelada. A África do Sul, que já recebeu o torneio no lugar da Líbia, em 2011, se recusa a organizá-lo desta vez.

Nos States O futebol dos Estados Unidos se utiliza de vários caminhos para evoluir dentro e fora de campo. E, como em quase todos os esportes, tem as universidades como base de tudo. Várias empresas de lá captam jogadores de bom potencial que, muitas vezes, não têm oportunidade de jogar em grandes clubes brasileiros, mas que podem dar certo lá, quando estouram a idade.

Ex-América Uma dessas empresas é a Brusa Intercâmbios, que tem como um dos sócios Rafael Medeiros, ex-jogador do América, que está nos Estados Unidos desde 2005. Foi para jogar e estudar, passando pelas universidades de Cumberland (Tennesse) e Winthrop (Carolina do Sul). Formou-se em administração e há dois anos fundou essa empresa, que fará uma seletiva de jogadores com idade entre 16 e 25 anos. Será no UNI-BH, Campus Estoril, dia 16 de novembro, das 8h às 12h. Inscrições através do e-mail: seletivas@brusaintercambios.com.

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