Suposto serial killer se irrita com cerco e chuta fotógrafo

Vigilante era transferido para presídio quando agrediu profissional

iG Minas Gerais |

Sinistro. Tiago da Rocha estava bastante nervoso na manhã de ontem, segundo a polícia de Goiás
ANDRÉ COSTA
Sinistro. Tiago da Rocha estava bastante nervoso na manhã de ontem, segundo a polícia de Goiás

Goiânia. O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26, que confessou 39 assassinatos em Goiânia, foi transferido da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital, na manhã de ontem.

Na saída, ele foi escoltado por 20 policiais, mas chegou a agredir um fotógrafo com um chute no abdômen quando era colocado em um carro da polícia. Segundo a corporação, o vigilante apresentava nervosismo e pediu para se barbear.

Um casal de policiais segurava cada braço, mas antes de entrar na traseira da viatura, o vigilante chutou o fotógrafo Edilson Pelikano, do jornal “Diário da Manhã”, atingindo o abdome do repórter. Lamentando o episódio, o jornal divulgou que o fotógrafo passa bem.

O assessor de comunicação da Polícia Civil, delegado Norton Ferreira disse que a agressão ao repórter não surpreende porque o vigilante apresentou vários episódios de oscilação de humor no período em que esteve na delegacia.

O delegado Ferreira disse que a investigação está na fase final e, por isso, houve a transferência. “O inquérito está praticamente finalizado. Se houver necessidade de mais um interrogatório, os delegados irão se deslocar até o complexo prisional. No Núcleo de Custódia, ele ficará em uma ala de segurança máxima, com os cuidados devidos, já que na Denarc ele tentou suicídio”, explicou. O vigilante se cortou com o vidro de uma lâmpada no último dia 16.

Histórico. Tiago foi preso na avenida Castelo Branco, em Goiânia, no último dia 14 deste mês. Entre as vítimas estão 15 dos 17 crimes contra mulheres investigados inicialmente pela força-tarefa da Polícia Civil, formada por 16 delegados, 30 agentes e 10 escrivães, que começaram a atuar no dia 4 de agosto. Os outros assassinatos seriam contra homossexuais e moradores de rua.

O primeiro crime da série de assassinatos contra mulheres ocorreu em 18 de janeiro deste ano, quando Bárbara Luiza Ribeiro Costa, 14 anos, foi executada por um motociclista no Setor Lorena Park, na capital. A morte mais recente foi a de Ana Lídia Gomes, em um ponto de ônibus do Setor Morada Nova, em 4 de agosto.

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