CPI vai investigar se diretor adulterou atestado para faltar

iG Minas Gerais |

Brasília. Numa reunião tumultuada e com direito a bate-boca, a CPI da Petrobras no Congresso decidiu nesta quarta-feira abrir uma investigação para apurar se o atestado médico apresentado pelo diretor de abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, para faltar a depoimento, foi adulterado. Cosenza substituiu no comando da diretoria de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator do esquema de corrupção na estatal. O diretor foi convocado para prestar esclarecimentos à CPI ontem, mas a Petrobras enviou um ofício com cópia do atestado médico alegando que ele estava “impossibilitado” de comparecer porque teve uma “intercorrência clínica”. O documento informava ainda que o diretor foi medicado e estava afastado de suas atividades pelos próximos dois dias. O atestado, de autoria do médico José Eduardo Castro, não fazia nenhuma referência aos sintomas nem à doença que acometia o ex-diretor. Após identificarem a ausência da Classificação Internacional de Doenças, a CPI entrou em contato com a Petrobras para a complementação do dado. Depois foi encaminhado um segundo documento informando que Cosenza teve uma crise hipertensiva. “A CPI vai investigar se houve adulteração, vamos solicitar ao médico o seu posicionamento com relação ao paciente, qual a previsão de alta”, afirmou o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). A oposição reagiu à substituição do documento, especialmente por ter sido enviado pela Petrobras. “É de estranhar essa súbita doença no momento em que a CPI tinha um depoimento importante faltando poucos dias para a eleição, mas parece que é uma tática comandada pelo marketing de campanha da presidente Dilma”, disse o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE).

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