PT e PSDB fazem acordo e abrem mão de representações sobre propaganda

Devido à nova jurisprudência da corte, que proibiu ataques no horário eleitoral, a expectativa é que as peças de ambos os candidatos tivessem trechos suspensos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O PT e PSDB abriram mão de todas as representações que foram apresentadas pedindo direito de resposta e redução de tempo no horário eleitoral gratuito. A ação busca evitar que os últimos programas do rádio e da TV, que serão exibidos nessa quinta (23) e sexta (24), sejam severamente alterados por decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O acordo foi homologado no início sessão desta quarta-feira (22) no TSE. De acordo com o advogado do PSDB Marcelo Ribeiro, tanto ele quanto os advogados do PT enviaram dezenas de representações contra propagandas.

Devido à nova jurisprudência da corte, que proibiu ataques no horário eleitoral, a expectativa é que o programa de ambos os candidatos tivessem trechos suspensos.

"Um poderia perder mais e outro menos, mas ambos teriam problemas. Pensando no eleitor, nós resolvemos abrir mão das representações e permitir que cada coligação apresente seu programa na integralidade", disse Ribeiro.

Somente na pauta desta quarta, 16 representações estavam prontas para serem votadas. Quando homologou o acordo, o presidente do TSE, Dias Toffoli, disse que o entendimento entre os partidos foi um "imenso gesto para a democracia" e mostrou que ambas as campanhas estão comprometidas em usar seu tempo de rádio e TV para a apresentação de propostas.

O acordo ainda resolveu uma questão em que o TSE estava dividido, se o uso das imagens de Dilma Rousseff elogiando o governo de Aécio Neves deveria ou não ser suspensa do horário eleitoral.

Ficou acertado que a campanha de Aécio poderá usar a fala de Dilma em três inserções na quinta-feira (24) e três na sexta (24).

Em relação a futuras representações com base no que vier a ser veiculado nos próximos dias, nada ficou acertado. "Resolvemos zerar o jogo até agora. Para frente veremos", pontuou Ribeiro.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave