Estudantes falam em abandonar negociações com o governo

Negociações entre os manifestantes e o governo de Hong Kong têm sido apontadas como o único meio de pôr fim ao protesto que já dura quase um mês, sem ter de recorrer à força

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os líderes estudantis que participam dos protestos em Hong Kong acusam as autoridades locais de não apresentar propostas significativas que possam levar ao fim das manifestações. Eles dizem que consideram a possibilidade de abandonar as negociações.

As negociações entre os manifestantes e o governo de Hong Kong têm sido apontadas como o único meio de pôr fim ao protesto que já dura quase um mês, sem ter de recorrer à força.

No entanto, a primeira negociação formal, que ocorreu nessa terça-feira (21), não surtiu efeitos e terminou com os estudantes acusando o governo de ser "vago" nos compromissos que está disposto a fazer.

"Ainda não está decidido se haverá mais negociações no futuro", disse Alex Chow, secretário-geral da Federação de Estudantes de Hong Kong.

"O governo tem de encontrar uma maneira de resolver esse problema, mas o que oferece não envolve qualquer conteúdo prático", acrescentou Chow, garantindo que os manifestantes não vão deixar as ruas em um futuro próximo.

Os estudantes são contra a proposta apresentada pelo governo para a eleição do chefe do Executivo em 2017, que prevê que os candidatos sejam pré-selecionados por uma comissão.

A nomeação civil pedida pelos estudantes foi afastada pelos representantes do governo durante o encontro dessa terça-feira. Eles insistiram que Pequim jamais autorizaria esse cenário. Prometeram, no entanto, informar as autoridades da China Continental sobre os mais recentes acontecimentos e sugerir a criação de uma plataforma para discutir a reforma política além de 2017.

Os líderes estudantis consideraram as ofertas pouco concretas e pediram que o governo local avance com informação clara sobre as consequências dessas promessas.

"O governo deve indicar, até o fim da semana, o que esse relatório [para Pequim] vai incluir e como é que a nova plataforma pode resolver os problemas que temos agora", disse Joshua Wong, líder do movimento Scholarism.

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