Novas CB 650F e CBR 650F

Honda lança modelos no Brasil com a missão de preencher a sua linha de motos nacionais;Hornet poderá ser reformulada

iG Minas Gerais |

Largada da categoria MX1, no GP Itabirito, da Copa Minas Gerais de Motocross.
JEFFERSON COELHINHO
Largada da categoria MX1, no GP Itabirito, da Copa Minas Gerais de Motocross.

A Honda anunciou as novas CB 650F e CBR 650F, que estarão nas lojas em novembro com preços bem menores que o da Hornet. São novas mesmo, com projeto e motorização diferentes. Não são substitutas da CB 600F Hornet, que deve sair de linha para atualização e troca de motor, voltando talvez com 800 cc. Os novos modelos têm chassi de aço (na Hornet é alumínio) e suspensão simples na frente. O novo motor recebeu aumento de cilindrada, ganhou mais torque, mas tem menor potência: 87 cv – 102 na Hornet. Isso se traduz numa tocada mais fácil e prazerosa, pois o torque maior aparece em 8.000 rpm, e na outra é um pouco menor e aparece aos 10.500 rpm. Além disso, na nova CB 650F, fica fácil perceber, pelos números, que não precisa “esguelar” o motor e manter os giros na altura para chegar a uma boa velocidade, causando um estresse, que esse novo motor elimina. Aconteceu o mesmo com a Yamaha XJ6 quando tirou a Fazer 600 e trouxe a XJ. Os dois lançamentos têm visual e desenho modernos e estão atualizados e preparados, até com o preço, para o nicho que a Honda quer dominar: o de alta cilindrada de uso diário, no qual a Hornet está perdendo público. Motor forte Com modernidades na medida da proposta do modelo, o novo propulsor de 649 cc tem arquitetura para garantir maior torque (força) em médio giro (8.000 rpm), facilitando a condução sem exigir tanta troca de marchas, como é normal numa moto esportiva, como na Hornet. Assim, a aceleração fica mais esperta, e o ronco do motor é progressivo e característico de quatro cilindros. A Honda informa que o conforto, a maneabilidade e a estabilidade estão no topo, oferecendo muito prazer e excelente manobrabilidade no uso urbano, além de menor consumo de combustível. Ou seja, se perde esportividade, ganha mais em conforto e economia. A nova CB 650F tem motor de 649 cc, 87 cv a 11.000 rpm e 6,4 kgfm a 8.000 rpm, um pouco maior, em números, do que a sua concorrente, a XJ6, e o preço é plagiado: R$ 28.990 normal e R$ 31.190, com ABS, que é opcional em ambas. O painel muito moderno é comum nos dois modelos, ostentando muitas informações úteis ao piloto. O chassi de aço é do tipo diamond, com o motor fazendo parte de sua base, de dupla trave. Os novos modelos ficaram muito atraentes com rodas modernas e disco de freios margarida. Mais informações www.honda.com.br

Motonotícias

* Nem bem o adicional de periculosidade foi regulamentado, e já tem empresas tentando enganar os motociclistas. Algumas estão trocando a função do profissional, e outras, alegando que já pagam 20% de insalubridade e vão pagara só mais 10%, caso dos que trabalham com coletas biológicas. O Ministério do Trabalho e Emprego terá muito trabalho pela frente, além do sindicato, que deve zelar pela categoria, que é muito desunida. * Diferentemente do que a maioria pensa, esse aumento, que o adicional de periculosidade representa, não vai atingir todos os motoboys. Muitos deles trabalham como autônomos e não vão receber o benefício, obviamente. Mas eles têm, agora, um bom motivo para pleitearem aos seus utilizadores de serviço uma majoração no valor cobrado. O mercado, que não está pra peixe pequeno, regulará esse valor. * O setor dos motofretistas com vínculo pela CLT está sob tensão com o aumento de 30% no custo da folha para empresas prestadoras de serviço, refletindo nos tomadores. Terão que entrar em acordo, pois o mercado em recessão não vai receber bem nenhum aumento nos preços de produtos para o cliente final. * A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motos e Ciclomotores) está articulando, junto ao Governo e Congresso, a modificação do modo como é feito o exame de habilitação de motos e também a alteração das categorias para mais divisões com diferenças de cilindradas: A1, A2, A3 etc. Os motivos são óbvios, pois o exame não habilita ninguém para o uso das motos nas ruas, e as divisões atuais da CNH põem, nas mãos jovens despreparados e inexperientes, motos de alta potência sem estágio nenhum. * Nos esportes off-road com motos, os estrangeiros estão invadindo o Brasil. No Enduro temos o português, o Luiz Miguel, da Honda, que vai levar o título nacional na E1, que está acompanhado de um francês que pode vencer na E2. No motocross o espanhol Carlos Campano já levou o campeonato nacional na MX1. O mineiro Jorge Balbi, que liderava sempre na MX1, na última prova ficou em terceiro. A vantagem dessa invasão é que eles trazem experiência para os nossos pilotos, aumentando o nível técnico.

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