Diálogos a partir da palavra

Quarta edição do evento que reúne escritores, quadrinistas e contadores de histórias, começa no dia 14 de novembro

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Autor. Rubem Alves, que morreu neste ano, é homenageado com uma biblioteca com várias obras dele
JACKSON ROMANELLI/arquivo
Autor. Rubem Alves, que morreu neste ano, é homenageado com uma biblioteca com várias obras dele

De volta ao Expominas, entre os dias 14 e 23 de novembro, a Bienal do Livro de Minas sedia uma programação centrada em encontros com escritores brasileiros, quadrinistas e contadores de histórias, que renovam os elos do público com os livros e com a leitura. Em sua quarta edição, a curadoria do evento mantém a intenção de abarcar diferentes áreas para dialogar com a literatura, como a política, a história, a memória e o futebol, entre outros, e homenageia o escritor Rubem Alves, que morreu neste ano. Carro-chefe da iniciativa, o Café Literário, organizado por João Paulo Cuenca, traz nomes, a exemplo de Silviano Santiago, responsável pela abertura, como Adriana Calcanhoto, Gregório Duvivier, Luiz Ruffato, André Sant’Anna, Angélica Freitas, Ana Martins Marques, Alice Sant’Anna e Márcia Tiburi. “Eu tentei fazer um mix de escritores mineiros e de fora, novos e consagrados, aproximando discursos comuns e diferentes. É interessante também gerar contrastes para uma mesa ficar mais animada. Por exemplo, haverá um encontro entre Luiz Ruffato e André Sant’Anna, que poderá ser muito interessante porque eles compartilham visões diferentes sobre o Brasil”, explica Cuenca. Para ele, essas escolham levaram a um recorte da literatura brasileira contemporânea marcado pela diversidade de temas, gêneros e abordagens. “Quis mostrar um pouco do panorama atual, a partir de alguns diálogos. Nós vamos ter um escritor recente, como Raphael Montes debatendo com Marçal Aquino, que já é um escritor consagrado. Nessa mesma linha de pensamento, teremos o Cristovão Tezza junto com Luiz Henrique Pellanda, sendo o primeiro um escritor premiado”, pontua ele. O curador frisa ainda a importância de contemplar a presença feminina por meio da seleção de autoras que atuam em diferentes vertentes, e ressaltou a importância de se abrir espaço para a poesia. “Em um dos momentos, essa produção vai estar representada pelo bate-papo entre Angélica Freitas e Alice Sant’Anna, além da participação dos poetas Ana Martins Marques e Mário Alex Rosa, em uma outra mesa com Carlos de Brito e Mello. Adriana Calcanhoto, que é especialista em haikais, vai fazer leituras de alguns desses textos prediletos dela, assim como Gregório Duvivier vai trazer poesias que o tocaram durante a vida”, detalha ele. Segmentos. Cada vez mais interessada em atrair os leitores da faixa jovem e infantojuvenil, a Bienal do Livro de Minas traz uma série de atividades centradas nessas faixas etárias. Tatiana Zaccaro, diretora da empresa realizadora desse projeto, destacou que ações para esses visitantes culminam num maior volume de escritores voltados para esse grupo desta vez. “Nós ouvimos o que os jovens queriam nas redes sociais e elaboramos uma programação específica em que participam Paula Pimenta, Isabela Freitas, Thalita Rebouças, Carlinha Munhóz e Raphael Draccon, Carina Rissi, Pedro Bandeira e Pedro Gabriel”, lista ela. Já o universo infantil vai receber tratamento especial no espaço Minas de História. Outro segmento de peso são os quadrinhos, que vão movimentar a bienal com lançamentos de livros de autores, como Luciano Sales e Davi Calil, além de bate-papo com Alexandre Beck, criador do personagem Armandinho e que vem a Belo Horizonte pela primeira vez. “Haverá oficinas com outros nomes, como Ryot e Garrocho, além de alguns desafios. Lá, o público vai escolher qual quadrinista vai se sair melhor em duelos que serão realizados ao vivo”, diz Afonso Andrade, um dos curadores desse nicho.

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