Crescimento de supermercados é revisto para baixo

Setor, que esperava alta de 3,5%, agora prevê apenas 2,5%

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Menos.
 Setor está prevendo cerca de 70 novas lojas no Estado em 2015
Lincon Zarbietti / O Tempo
Menos. Setor está prevendo cerca de 70 novas lojas no Estado em 2015

O setor supermercadista baixou sua expectativa de crescimento para 2014 em relação a 2013 de 3,5% para 2,5%. Em 2015, o índice também deve permanecer em 2,5% em relação a esse ano. Os dados são da Associação Mineira de Supermercados (Amis). “Em função da Copa e das dúvidas em relação à estabilidade econômica deste ano, baixamos a expectativa de crescimento”, explica Alexandre Poni, presidente da Associação Mineira de Supermercados. A expectativa foi alterada tendo em vista o declínio no faturamento do segmento percebido a partir de julho deste ano. Até junho de 2014, a Associação imaginava crescer 3,5%. Para o Natal, a Amis prevê um aumento de 8% em relação ao ano passado. Serão gerados 1.500 empregos temporários. Mesmo com a redução do crescimento anual e a inflação acima do teto, o presidente da Amis minimiza a crise econômica. “Fala-se muito em crise, mas não pretendemos participar dela. Continuamos investindo, novas lojas estão sendo abertas ou reformadas”, informa Alexandre Poni. Em 2014, segundo a Amis, 85 lojas foram abertas em Minas Gerais e 65 foram reformadas. O setor tem, atualmente, 166 mil empregos ativos. Entre os investimentos do setor em 2014 está o Superminas Food Show, evento que a Amis realiza em parceria com o Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), no Expominas, até nesta quinta. Em 2015, o setor supermercadista deve crescer, mas com lojas pequenas. Serão cerca de 70 novos estabelecimentos no próximo ano e, desses, 50 serão pequenos. “Hoje a tendência é de lojas locais”, afirma Alexandre Poni. Por outro lado, o presidente da Amis chama a atenção para os novos produtos. “A indústria alimentícia, que somos a ponta, não para de investir. Produtos novos são lançados todo o tempo. O cliente quer um alimento saudável e com sabor, a indústria investe e lança novos produtos”, diz. A Vilma Alimentos, por exemplo, lançou no evento uma linha de biscoitos e mistura para pão de queijo de chocolate.

Pãozinho Controle. José de Oliveira, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, diz que a produção histórica de trigo no Brasil deve manter o preço do pão controlado.

Tecnologia para cumprir a lei no país O Superminas Food Show, que acontece no Expominas até esta quinta, trará soluções de segurança do trabalho, em função de uma Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho – a NR 12, que deve ser seguida pelas indústrias do setor desde 2010. “Para os pequenos ainda é difícil cumprir todas as exigências”, admite Alexandre Poni, presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis). Entre as diversas exigências da legislação para a indústria de alimentos está a colocação de um botão de emergência para que toda máquina pare de funcionar quando houver risco de acidente.

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