Modelo de gestão vem de fora

O encontro, marcado para o dia 28 de outubro, é aguardado pelos representantes dos blocos

iG Minas Gerais | bernardo almeida |

O aumento no número de foliões no Carnaval de rua de Belo Horizonte surpreendeu até mesmo a Empresa Municipal de Turismo da capital (Belotur) em 2014. Essa é a primeira vez que a prefeitura realiza um cadastro de artistas para se apresentarem durante o Carnaval local, um modelo inspirado no que já ocorre na festa de São Paulo e em outros eventos da Fundação Municipal de Cultura (FMC).  

“BH está virando uma cidade cultural, está tomando essa identidade de Carnaval de rua. Há na sociedade brasileira uma demanda por participação, de democracia participativa, e se trata de uma cidade de economia criativa, porque aqui não cabe mais indústria, e essa evolução econômica se traduz no crescimento de setores como cultura, gastronomia e hotelaria”, afirmou o presidente da empresa, Mauro Werkema.

Planejamento. A primeira reunião entre a Belotur e representantes dos blocos de rua para discutir o Carnaval de 2015 ocorreu na semana passada, no auditório da FMC. Integrantes de cerca de 70 blocos estiveram no local e expuseram as reclamações.

“Foi um encontro que serviu para a Belotur ouvir a população. A próxima reunião servirá para começarmos a definir o planejamento para o ano que vem junto com eles”, disse Werkema.

O encontro, marcado para o dia 28 de outubro, é aguardado pelos representantes dos blocos. “Nós solicitamos a participação dos outros órgãos, nas áreas de segurança e de limpeza, e também de gestão de resíduos e banheiros químicos. Os blocos estão muito bem organizados, os problemas derivam mesmo de uma má gestão (da PBH)”, afirmou Geo Cardoso, diretor do bloco Baianas Ozadas.

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