Auxiliar de Youssef diz que outros membros do PSDB receberam propina

Advogado de Leonardo Meireles disse que outros políticos foram pagos para esvaziar a investigação feita em 2009

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Nesta segunda-feira (20), o PSDB voltou a ser citado durante os depoimentos sobre o escândalo da Petrobras, quando um auxiliar de Alberto Youssef alegou que outros políticos do PSDB receberam propina do esquema. A informação foi repassada pelo advogado de Leonardo Meireles, que afirmou não poder divulgar os nomes dos envolvidos, já que o juiz Sergio Moro proibiu que nomes de parlamentares e senadores fossem citados. Meireles é um dos auxiliares de Youssef e sócio da Labogen, empresa usada no esquema para remeter US$ 444,7 milhões ao exterior, dinheiro que em parte foi usado no pagamento das supostas propinas.

Uma reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta terça-feira (21), destaca que a defesa de Meireles indicou que um dos citados é da mesma região que Youssef, nascido em Londrina, no Paraná.

A revelação vem a tona menos de uma semana após a denúncia do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra teria recebido dinheiro para esvaziar a CPI da Petrobras em 2009.

Em outubro de 2009 a CPI da Petrobras era formada por 8 membros do governo e três oposicionistas. Os três titulares da oposição na investigação eram Sérgio Guerra, Álvaro Dias (PSDB-PR) e ACM Neto (DEM-BA) e tinham como suplentes Heráclito Fortes (DEM-PI) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Álvaro Dias foi o autor do pedido de criação da  comissão, que foi instalada em 14 de julho e encerrada em novembro.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave