Reino Unido usará drones para voos de vigilância na Síria

Em uma declaração escrita ao Parlamento, Michael Fallon disse que os drones Reapers não usarão suas armas na Síria, ação que precisaria passar pela aprovação dos parlamentares

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Reino Unido disse nesta terça-feira (21) que autorizará em breve voos de vigilância sobre a Síria por drones armados e desarmados. O objetivo é reunir informações sobre os militantes do Estado Islâmico.

Michael Fallon, ministro da Defesa do Reino Unido, disse que drones Reaper e aviões Rivet Joint voarão sobre a Síria como parte dos "esforços para proteger nossa segurança nacional contra a ameaça terrorista que emana de lá."

Em uma declaração escrita ao Parlamento, Fallon disse que os drones Reapers não usarão suas armas na Síria, ação que precisaria passar pela aprovação dos parlamentares.

Fallon anunciou na semana passada que o Reino Unido estava enviando drones Reaper armados ao Oriente Médio para realizar ataques aéreos contra o Estado Islâmico no Iraque.

Até agora, a Royal Air Force realizou 38 missões de combate contra o EI no Iraque.

No mês passado, o Parlamento britânico aprovou as missões no Iraque depois de um pedido do governo iraquiano. O Reino Unido, então, se juntou à coalizão liderada pelos EUA que combate o EI.

No entanto, o Reino Unido não está realizando ataques aéreos na Síria, já que os países ocidentais se opõem ao regime de Bashar al-Assad e se recusam a coordenar esforços contra o EI no país.

Ampliando ajuda

O anúncio do Reino Unido vem depois que EUA e Turquia tomaram medidas para ajudar os curdos que lutam contra o EI em Kobani, na Síria.

A Turquia anunciou nesta segunda (20) que permitirá que combatentes curdos do Iraque usem o território turco para se juntar ao combate na cidade síria de Kobani.

A cidade, que tem maioria de população curda e fica na fronteira com a Turquia, está cercada pelos militantes do EI há mais de um mês. A única maneira de envio de reforços é pelo lado turco.

Também nesta segunda-feira, o governo americano decidiu usar aviões de guerra para despejar armas e munições aos combatentes curdos na região. O material foi enviado por curdos do Iraque.  

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