Tática do ataque não é consenso

Para o cientista político da PUC-Minas Bruno Almeida, é provável que os candidatos levem para o último programa ataques pessoais

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Para Antônio Flávio Testa, as ofensivas podem até afastar o eleitor
Camila Martins/UnB Agência
Para Antônio Flávio Testa, as ofensivas podem até afastar o eleitor

A escolha da melhor estratégia a ser adotada nos últimos dias da campanha pelos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) divide opiniões. Cientistas políticos ouvidos por O TEMPO acreditam que a tendência de atacar com mais veemência um ao outro para tentar delimitar a diferença de candidaturas pode afastar ainda mais o eleitor do debate.  

“Existem muitos contraditórios e é isso que eles devem tentar mostrar agora. É provável que tentem isso para convencer os indecisos. No entanto, os primeiros debates do segundo turno, em que a baixaria foi a tônica, acabaram deixando a população mais descrente”, avalia o professor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa.

A relevância do debate na TV Globo, o último do segundo turno e que acontece dois dias antes de o eleitorado definir o voto, deverá ser decisivo, segundo os especialistas.

Para o cientista político da PUC-Minas Bruno Almeida, é provável que os candidatos levem para o último programa ataques pessoais. “Todos os partidos fazem pesquisas internas para decidir a tática. Mas a ideia é colocar tudo em jogo no último debate, já que não haverá mais tempo para uma resposta do rival.” 

Indecisos

Diferença. Conseguir o voto dos eleitores indecisos, na opinião dos especialistas, é a melhor arma de Dilma e Aécio para garantir a vitória e conseguir uma diferença entre o rival.

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