O homem persegue os mortos

Mas, segundo ela, a mensagem “do outro lado” não é jamais neutra. “Ela corresponde sempre a uma intenção ou a um medo

iG Minas Gerais | Ana Elizabeth Diniz |

Desde “sempre” há relatos de assombrações, mesas volantes, espíritos malignos, feitiçarias, contatos extraordinários com o além. O homem persegue os mortos.  

Para a escritora Mary del Priore, até hoje, “o importante ao receber uma mensagem vinda do outro lado não é tanto a exatidão da informação, mas seu papel de terapia social ou individual. O que importa não é que a previsão se realize, mas alivie, cure ou convide a agir. Astrólogos, cartomantes, médiuns e videntes agem como médicos da alma. Não é surpresa que, em épocas como a nossa, quando a vida é geradora de angústias e dúvidas, seus endereços se multipliquem”.

Mas, segundo ela, a mensagem “do outro lado” não é jamais neutra. “Ela corresponde sempre a uma intenção ou a um medo. Ela exprime um contexto e um estado de espírito. Ela não nos ilumina sobre o futuro, mas reflete o presente. Ela é reveladora das mentalidades de uma época, de uma cultura e de uma sociedade. Excelente razão para conhecer sua história”. 

A autora diz que a busca do sagrado, do maravilhoso e do sobrenatural são contínuos. As mensagens do outro lado ajudam a compreender o outro e a viver com tolerância, algo que muito precisamos num país homofóbico, racista e machista”.

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