Um mapa da beleza feminina

Xico Sá chega a Belo Horizonte, onde lança “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, no evento Sempre Um Papo

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Autor. Xico Sá lembra algumas das mulheres brasileiras admiradas por ele partir dos anos 1970
Renato Parada
Autor. Xico Sá lembra algumas das mulheres brasileiras admiradas por ele partir dos anos 1970

A devoção ao sexo feminino é um elemento recorrente nas crônicas de Xico Sá. Como recorda ele, esse é um tema que acompanha toda a sua trajetória de publicação de textos online, o que faz desde o início da internet. Ao revisitar seus escritos, Xico teve a ideia de elaborar uma lista das beldades que mais despertaram sua atenção em diferentes fases da vida, a partir de dois critérios: o tesão e a admiração.

Desse exercício, nasce “O Livro das Mulheres Extraordinárias”, que o cronista lança nesta terça em BH, durante o evento Sempre Um Papo, a ser realizado no auditório do Hospital Mater Dei. Para Xico, essa não é uma obra definitiva, já que dos 320 nomes de uma lista, ainda inacabada, foram pinçados apenas 127.

“Há a ideia, inclusive, de se publicar um segundo volume no próximo ano e, de forma alguma, as mulheres que apresentarei nele estão em uma categoria diferente daquelas que reuni agora”, diz o escritor, que teve dificuldades para fazer essa seleção.

Se o projeto inicial pretendia acolher o perfil de 50 personalidades, aos poucos, lembra ele, isso foi sendo deixado para trás, a cada nova crônica que enviava ao editor. “Eu ligava a TV, via uma atriz e pensava: essa não pode ficar de fora. Ou quando ia numa festa, como a do Festival de Cinema do Rio, acontecia a mesma coisa. Por exemplo, lá eu vi a Sophie Charlotte, que dança de maneira incrível, e achei que ela também merecia estar no livro. Às vezes, numa conversa com amigos, me surgia outra pessoa e a coisa foi só crescendo, porque a gente esbarra nessa fartura da beleza da mulher brasileira que deixa qualquer um maluco”, afirma o também jornalista.

O panorama construído por ele percorre diferentes épocas e padrões estéticos e se inicia com algumas das musas que despontaram na década de 1970. “Eu comecei essa espécie de mapa recordando aquelas que conheci desde a minha juventude. Então, eu cito figuras como Nicoli Puzzi – a rainha da pornochanchada –, Dina Sfat, Sônia Braga, Vera Fischer, Luiza Brunet, Lucélia Santos, até as mais novas cantoras daqui, por exemplo, a Céu”, pontua.

Boa parte destas, frisa Xico, foram abordadas por ele em textos anteriores e retornam sublinhadas pela singularidade que representam. “Há sempre algo que me marca e tem a ver com aqueles dois critérios. Algumas conseguem unir tesão e admiração. Portanto, o resultado disso é o mais diverso possível”, observa.

Polêmica. Xico Sá, que recentemente deixou de trabalhar no jornal “Folha de S.Paulo”, em razão do veto a publicação, em sua coluna, de uma crônica na qual expunha o voto à candidata Dilma Rousseff, diz ter recebido convites para manter o trabalho em outros diários. Ele não pretende retornar ao oficio até o início do próximo ano. “Eu quero aproveitar este momento para refletir rum pouco sobre a minha escrita e quero reler todos os autores que admiro, como Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, para voltar melhor aos leitores”, revela.

Sobre o caso, ele diz que ainda paira um certa incompreensão. “Eu jamais faria uma coluna do tipo ‘vou votar na Dilma porque ela é genial e ponto. Isso só coube diante da tese que defendi na crônica. Nela, eu chamei atenção que os jornais daqui deveriam fazer como os norte-americanos, que deixam claro para o leitor o apoio a um determinado candidato. Os colunistas que fazem verdadeiros panfletos raivosos defendendo uma só candidatura também deveriam assumir a sua escolha. Nesse contexto, eu achei que era coerente eu assumir o meu voto”, explica.

Agenda

O quê. Sempre Um Papo com Xico Sá

Quando. Nesta terça, às 19h30

Onde. Auditório do Hospital Mater Dei (rua Gonçalves Dias, 2700, Barro Preto)

Qanto. Entrada franca

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