Ação com judocas brasileiros incentiva presença no Desafio

Chevrolet Hall recebe, nestas segunda e terça, equipes de alto nível, com entrada gratuita

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Esportes / Confins /  Minas Gerais -  BRASIL /
Acao de marketing para promocao do Desafio Internacional de Judo.

Foto: Uarlen Valerio/ O tempo - 20-10-2014
Uarlen Valério
Esportes / Confins / Minas Gerais - BRASIL / Acao de marketing para promocao do Desafio Internacional de Judo. Foto: Uarlen Valerio/ O tempo - 20-10-2014

Uma ação inusitada chamou atenção de quem passava pela praça da Savassi na tarde desta segunda-feira. Afim de promover o Desafio BRA de Judô, que acontece nestas segunda e terça no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, transeuntes foram convidados para subir no tatame improvisado, bem em frente a um café.

Ali, eles eram orientados por duas referências do judô brasileiro a dar o nó no quimono. Em seguida, era a vez deles simularem um combate contra Rafaela Silva, número três do ranking mundial na categoria até 57kg e Charles Chibana, líder do ranking na categoria até 66kg.

“É muito bom ver este tipo de ação acontecendo, bem no meio da rua. Isso incentiva quem passa não só a ir ver as lutas do desafio no ginásio, como a, quem sabe, começar a praticar o esporte. Muitas pessoas até gostam do judô, mas não entendem bem as regras. Essa aproximação pode tirar algumas dúvidas”, comenta Rafaela.

Há algum tempo, ela teve a oportunidade de participar de um evento parecido, mas destinado somente para crianças. “Para adultos ou não, isso incentiva. O mais importante é a pessoa mostrar interesse em um esporte que passa muitas lições. A disciplina é a principal delas”, mostra a brasileira.

Para ela, o medo de alguns é compreensível, mas uma porta foi aberta para que ele fosse perdido. “As meninas, principalmente, dificilmente criam coragem. Acho que se assustam pelo barulho das quedas. Quem quis participar, pôde aprender algumas dicas básicas e ver de perto que não tem segredo nenhum”, garante.

Criou coragem e enfrentou o líder do ranking

Um dos mais entusiasmados após subir no tatame foi o francês de 28 anos Alexandre Florentin. Depois de começar no esporte quando tinha cinco anos – ele abandonou e voltou a fazer aos 19, antes de deixar de lado, novamente -, ele não escondia a felicidade de estar ao lado de Chibana. “Já faz uns 15 minutos que deixei o tatame e meu coração ainda está pulsando. Sou um apaixonado pela modalidade, que é muito disseminada na França. Lá, é o segundo esporte mais praticado, atrás somente no futebol”, comenta.

O europeu, que trabalha como consultor na área ambiental, passou no local por acaso e não pensou duas vezes antes de testar as habilidades, que estavam enferrujadas. “Algumas coisas a gente não esquece, como posicionamento. Mas outras, perdi. Tentei aplicar alguns golpes, mas eu tive uma parede na minha frente”, brinca, referindo-se à Chibana.

Para Florentin, a ação é muito válida, principalmente em um país que ainda carece de iniciativas como esta. “Na França, o espaço público é amplamente ocupado. Isso não acontece com frequência no Brasil. As pessoas mostram medo ou receio e se afastam, sem muitos motivos. O judô é um esporte muito acessível”, opina.

A cada palavra que ele falava, gestos com um inevitável sotaque apareciam juntos. “O judô é bonito demais, ao contrário do UFC, que é muito violento. No dojô, os movimentos se assemelham ao de uma dança. É preciso pensar bem, mas rápido, para tomar a decisão correta. Fiquei com vontade de fazer aulas novamente. Meu corpo está precisando”, revelou, em tom de descontração.

A competição, com entrada gratuita, acontece com a presença das equipes de Brasil, EUA, Canadá e Cuba. Depois das semifinais desta segunda, a terça feira está reservada para a disputa do ouro.

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