Você sabe o que é a roça?

iG Minas Gerais | Renato Quintino |

Risoto da Roça, receita do chef Renato Quintino, presente no livro recém-lançado “A Invasão dos Incas Venusianos”
Arquivo pessoal
Risoto da Roça, receita do chef Renato Quintino, presente no livro recém-lançado “A Invasão dos Incas Venusianos”

Em todo feriado ou fim de semana prolongado, é comum ver a expressão alegre de muita gente dizendo que foi ou acabou de voltar da roça. Fundamental como viagem real ou como símbolo do imaginário idealístico mineiro, o destino une classes sociais e níveis econômicos diversos, afinal todos vão para a roça.

Cariocas vão para Araras, Búzios ou Angra; paulistanos, para o haras; portenhos, para a “estância”, mas os mineiros vão para a roça.

O termo é genérico, não especifica uma localidade nem um perfil definido, mas a aura romântica do “ir para a roça” implica despojar-se da cultura urbana, da formalidade e de qualquer tipo de sofisticação em busca do descanso num lugar que, em tese, fica longe da civilização e onde nem celular pega.

Já perguntei diversas vezes aos meus alunos de gastronomia o que exatamente é a roça. As respostas variam de uma localidade com uma igreja, três casas e cinco botecos até uma fazenda rústica. Embora existam pontos divergentes sobre tudo o que toca ao assunto, o grande ponto de convergência é a unanimidade do gosto pela cozinha caipira.

Roça iluminada

A relação do belo-horizontino com o termo é ambivalente. Embora o mineiro da capital critique a cidade, chamando-a de “roça grande” ou “roça iluminada” (com quase 3 milhões de habitantes), nos feriados fica felicíssimo de “ir para a roça”.

O termo é fascinante, as implicações e as diferenças são muitas, mas a cozinha caipira, feita aos pés de um fogão a lenha, unifica tudo. Linguiças sendo defumadas enquanto se cozinha, mesa farta, broas e bolos, café passado na hora (nada de Nespresso na roça, por favor!), galinha e ovos caipiras (um dos orgulhos de se estar na roça), cachaça, cerveja, cigarro de palha, tropeiro, tutu, molho pardo, ora-pro-nóbis, quiabo, angu, doces no tacho são os destaques clássicos, além da favorita carne de porco.

As feiras e os eventos em praças que hoje movimentam Belo Horizonte, somados ao trabalho de muitos chefs, trazem hoje sabores da roça do interior para a “roça iluminada”. Já estava na hora de o mineiro da capital conhecer e trabalhar com o patrimônio que está na enorme variedade de produtos do seu Estado.

 

Receita

TIRAMISÙ DE GOIABADA

Preparo do creme de mascarpone: Em uma vasilha, bata bem 3 gemas com 1 xícara de açúcar até a mistura ficar esbranquiçada. Acrescente 300 g de mascarpone e bata novamente até o ponto de chantilly (mas não bata demais). Reserve. Preparo do caldo para os biscoitos:Ferva 2 xícaras de leite integral e coloque-o em um tabuleiro com 4 colheres (sopa) de licor de cachaça. Molhe 300 g de biscoitos de champanhe aos poucos no leite e coloque a metade no fundo de uma fôrma no sentido horizontal. Cubra com uma camada de goiabada (cerca de 500 g) diluída em uma panela com um pouco de água até ganhar um aspecto líquido (mas não ralo) e, em seguida, cubra com uma camada do creme de mascarpone. Repita a operação, desta vez colocando os biscoitos no sentido vertical. Leve à geladeira e fatie na hora de servir.  

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