Sem citar Crivella, Dilma faz carreata e pede votos no Rio

No segundo turno carioca, os dois candidatos ao governo são apoiados por Dilma Rousseff

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), participou, na manhã desta segunda-feira (20), de uma carreta em Cabuçu, bairro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ao lado do candidato ao Governo do Estado do Rio pelo PRB, Marcelo Crivella, mas não chegou a pedir nominalmente que a população que acompanhava o ato votasse no candidato.

Em uma fala de pouco mais de quatro minutos antes de começar a carreata, Dilma pediu para as pessoas "votarem em nós", enquanto Crivella pediu textualmente votos na presidente.

O PT apoia os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições para o governo do Estado do Rio -Marcello Crivella e Luiz Fernando Pezão.

Ao final do percurso, Crivella posou ao lado da presidente e seus apoiadores para fotos fazendo o número dez -seu número de campanha- com as duas mãos espalmadas. Dilma carregava um papel na mão esquerda e, com as mãos mais afastadas, fez uma espécie de "nove".

Polarização - Em seu discurso, Dilma aproveitou para reforçar a polarização da campanha nacional, ao dizer que "a eleição no dia 26 vai colocar de um lado aqueles que defendem os empregos e os salários e do outro lado, aqueles que desempregaram no Brasil, que reduziram salários, que se ajoelharam diante do Fundo Monetário [Internacional], aqueles que quebraram o Brasil três vezes".

"Peço a vocês que defendam o futuro do país, que digam não ao retrocesso, à volta atrás, à perda de direitos. Quero pedir a vocês que votem em nós, que temos uma concepção que coloca as pessoas no centro de tudo. Nós não somos aqueles que só pensam nos banqueiros e nos juros", disse. "Quero pedir humildemente, votem em nós no dia 26".

Crivella, por sua vez, pediu votos para Dilma e afirmou que "ninguém fez mais pelo Rio do que os governos do presidente Lula". O candidato lembrou da atuação de Dilma na disputa em torno da redistribuição dos royalties do petróleo.

Ele interrompeu sua fala por alguns instantes para ouvir o coro de seus eleitores que gritavam "ô, ô, ô, o Pezão é traidor", em referência ao movimento de apoio de parte do PMDB do Rio à candidatura de Aécio Neves (PSBD), no que ficou conhecido como Aezão.

Crivella disse que era preciso reconhecer a "voz do povo, a voz das ruas" e aproveitou também para alfinetar o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral e, como consequência seu sucessor, Pezão.

"No dia 26, nós vamos levantar de manhã, passar uma água no rosto, em alguns lugares da Baixada ainda não tem água, infelizmente, porque o governo que tá aí não fez o que tinha que ser feito, mas passa um paninho, vamos botar uma roupa e vamos em direção a seção eleitoral (...) E na hora em que você entrar na solidão da urna, esse momento solene e sagrado, lembre-se do Amarildo, lembre-se que a Baixada não tem água, lembre-se da falta de segurança, da crise dos hospitais, e vota presidente treze, Dilma, governador, dez, bate no peito e grita 'fora Cabral'", disse Crivella.

Carreata - A carreata percorreu cerca de um quilômetro e meio pelo bairro pobre e afastado do centro de Nova Iguaçu. Um grupo de apoiadores do PT seguia atrás da picape onde estavam os candidatos, que acenavam e davam autógrafos. Várias motocicletas com passageiros sem capacete seguiam a comitiva buzinando e com pessoas com bandeiras de Crivella e de Dilma.

O senador Lindberg Farias (PT) e o deputado federal Anthony Garotinho (PR), ambos derrotados na disputa pelo governo do Estado e que agora apoiam Crivella, também participaram da agenda conjunta de campanha e fizeram o trajeto ao lado dos dois candidatos.

Da Baixada, Dilma seguiu para a segunda agenda de campanha no Rio, em Bangu, zona oeste da cidade.

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