Suécia busca por suposto submarino russo desaparecido na costa

Segundo o jornal sueco "Svenska Dagbladet", militares detectaram sinais de rádio de um submarino russo que pode estar preso debaixo d'água por alguma emergência

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Navios e helicópteros da Suécia buscam desde sexta-feira (17) no mar Báltico a causa de "sinais aquáticos" detectados por militares na costa do país, próximo a capital, Estocolmo.

Segundo o jornal sueco "Svenska Dagbladet", militares detectaram sinais de rádio de um submarino russo que pode estar preso debaixo d'água por alguma emergência.

O episódio é mais um capítulo na escalada de tensão entre a Rússia e os países ocidentais depois da crise na Ucrânia.

O número de navios no mar Báltico subiu para níveis vistos durante a Guerra Fria, já que a Otan deslocou forças para a área e a Rússia intensificou os exercícios militares em suas fronteiras.

As operações foram intensificadas no sábado (18), com um comandante militar dizendo que há informação bastante confiável sobre as atividades submarinas.

O Ministério da Defesa russo afirmou no domingo (19) que nenhum submarino russo estava desaparecido. "Não houve incidentes ou emergências", dizia um comunicado.

Uma fonte da Defesa russa chegou a afirmar que o submarino detectado pertencia à Holanda, o que foi desmentido pelo país.

"Recomendamos (às autoridades suecas) que peçam informações ao comando das forças navais da Holanda", declarou. "É um submarino de propulsão diesel-elétrica holandês Bruinvis que, na semana passada, realizava exercícios, incluindo voltas de emergência à superfície, bem perto de Estocolmo".

A porta-voz do Ministério holandês da Defesa, Marnoes Visser, negou a informação. "Participamos em manobras com a Suécia e outros navios, mas elas terminaram na terça-feira [14] da semana passada".

Visser disse ainda que o submarino Bruinvis se dirigiu depois para Tallin, capital da Estônia.

Há um mês, o ministro das Relações Exteriores sueco denunciou a "incursão aérea mais séria" da Rússia em dez anos no seu espaço aéreo, depois que bombardeiros russos sobrevoaram o mar Báltico.

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