Chuva não impede queda do índice do Cantareira que opera com 3,5%

De acordo com a Sabesp, choveu 23,9 mm na região; a média para o mês de outubro todo é de 130,8 mm; o sistema abastece cerca de 9 milhões de pessoas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A chuva que atingiu São Paulo no domingo (19) foi significativa nos reservatórios que abastecem o Cantareira, mas não suficiente para interromper a série de quedas dos índices do sistema que abastece cerca de 9 milhões de pessoas.

Nesta segunda-feira (20), o Cantareira operava com 3,5% de sua capacidade. No sábado (18), era 3,8% e, no domingo (19), 3,6%.

De acordo com a Sabesp, choveu 23,9 mm na região. A média para o mês de outubro todo é de 130,8 mm.

Nos últimos dias, os índices têm caído 0,2 ponto percentual por dia. Com a chuva, caiu apenas 0,1 ponto percentual.

Site não atualiza dados

O site da Sabesp que informa os índices dos mananciais não informa, desde sexta-feira (17), os índices dos reservatórios para a população.

Ao olhar os dados, não consta a informação apenas do índice do reservatório, mas apresenta dados como a pluviometria do dia e do mês.

Procurada, a Sabesp diz que ocorreu um "problema técnico" e que as informações devem voltar a ficar disponíveis ainda na noite desta segunda-feira (20).

Pesquisa Datafolha

Segundo pesquisa Datafolha, realizada na última sexta (17), 60% dos paulistanos dizem ter ficado sem água em casa em algum momento nos últimos 30 dias.

O levantamento mostra pela primeira vez que mais de metade dos paulistanos ficou sem água. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%, respectivamente.

A pesquisa também perguntou sobre a duração da falta d'água. Três em cada quatro atingidos disseram que na última vez em que o problema ocorreu a interrupção foi de mais de seis horas.

A situação é mais grave para quem mora em casa: 67% dizem ter ficado sem água alguma vez nos últimos 30 dias. Entre os paulistanos que vivem em apartamentos -que geralmente são atendidos por uma caixa-d'água maior- o índice é de 26%.

A pesquisa, com 804 entrevistas, tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi feita 12 dias após o primeiro turno das eleições.  

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