Sem ofensa pessoal, mas tenso

Candidatos à Presidência se enfrentaram neste domingo (19) no penúltimo encontro antes do segundo turno

iG Minas Gerais | Carla Kreefft |

Tensão. A discussão sobre a Petrobras foi um dos momentos mais nervosos no debate promovido pela Rede Record na noite deste domingo (19)
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Tensão. A discussão sobre a Petrobras foi um dos momentos mais nervosos no debate promovido pela Rede Record na noite deste domingo (19)

Ao contrário do último debate, realizado na quinta-feira pelo SBT, no evento deste domingo, promovido pela Rede Record, os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), evitaram ataques pessoais e discutiram temas que ainda não haviam sido abordados em debates anteriores, como tributos (universalização do Simples), violência (homicídios de jovens) e flexibilização dos direitos trabalhistas.

Apesar da ausência das agressões pessoais, o tom do debate não foi ameno. Mais uma vez os dois candidatos divergiram em relação a números. A primeira divergência já aconteceu em relação à expectativa decrescimento da economia brasileira. Dilma chamou Aécio de “pessimista” por ele ter citado a expectativa de crescimento do país de 0,3% neste ano.

Já ao falar da violência, a candidata do PT colocou Minas Gerais no centro da discussão. Ela afirmou que, no Mapa da Violência, consta que em Minas os crimes aumentaram 52%, enquanto no Sudeste caíram 37%. Aécio contestou os números e lembrou que o governo federal não investiu os recursos necessários no setor.

Ainda no primeiro bloco, mudança nas leis trabalhistas foi o tema escolhido por Dilma, que tentou fazer o rival admitir que apoiou um projeto de lei que tirava direitos do trabalhador. Aécio rebateu e aproveitou para afirmar que vai rever o fator previdenciário e acenar para a classe trabalhadora

O candidato do PSDB colocou a inflação, tema já citado em debates anteriores, na pauta, em uma tentativa de mostrar a ineficiência da rival na área econômica no atual governo. Porém, mais uma vez os números fornecidos pelos dois candidatos foram muito divergentes.

O clima esquentou quando Aécio abordou o caso Petrobras e o envolvimento do tesoureiro do PT, João Vaccari. O tucano colocou em xeque a “governança da empresa” e recebeu como resposta a acusação da petista de que o PSDB engavetou as denúncias de irregularidades cometidas pelos seus filiados, durante a gestão de Fernando Henrique.

No segundo bloco, a Petrobras voltou ao embate e Dilma acusou o PSDB de tentar privatizar a estatal, inclusive mudando o nome para Petrobrax. Aécio respondeu dizendo que vai profissionalizar a empresa e valorizar seus funcionários. Dilma rebateu dizendo que ele e o PSDB gostariam de ver a empresa dominada por multinacionais, mas garante que ela continuará nas “mãos dos brasileiros por anos e anos”. Ainda nesse bloco, o assunto da demissão do diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi explorado por Aécio.

No terceiro bloco, o último de perguntas, o acesso ao ensino superior, vagas em creches e investimento em obras foram os destaques. Ambos os candidatos fizeram comparações com outros países.

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