Equipe de vôlei sentado quer ‘o mínimo’ para prosseguir

Equipe conquistou o vice-campeonato brasileiro da Terceira Divisão e está na Segundona

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Vencedores. Treino da equipe AMDA Superar de vôlei sentado
DENILTON DIAS / O TEMPO
Vencedores. Treino da equipe AMDA Superar de vôlei sentado

Se com pouco ou quase nada os resultados já aparecem, imagine só aonde eles podem chegar com o mínimo do que necessitam. A equipe AMDA Superar de vôlei sentado trilha seu caminho na modalidade a passos lentos, mas firmes, seguindo o propósito de crescer, mesmo diante de inúmeras dificuldades.

O trauma da deficiência já foi superado, e hoje dá lugar a constantes barreiras que insistem em aparecer. “Não precisamos de muito, não pedimos nada de extraordinário. O ideal seria ter uma quadra fixa para treinar, em vez de ficarmos de um lado para o outro duas vezes por semana. Além disso, termos algumas ajudas, como de uniforme e material de treino, seria muito bem-vindo”, comenta o central Adalberto Maia, um dos destaques do time. Assim como no vôlei tradicional, a modalidade conta com seis jogadores para cada lado, divididos em levantador, oposto, central e ponteiros.

Neste ano, em sua primeira participação, a equipe ficou com o vice-campeonato da Terceira Divisão do Brasileiro, resultado que a credenciou a ganhar um degrau na escada até a principal competição do país. “As dificuldades dentro de quadra irão aumentar. Mas queremos mais. Nosso foco é chegar na elite e temos a pretensão de fazer parte da seleção brasileira”, garante o jogador.

A coordenadora do projeto, Carla Macedo, espera que a equipe tenha uma ajuda mínima para alcançar seus objetivos. “Já estamos na Segunda Divisão, e temos boas condições de participar da Primeira, já no próximo ano. O nível técnico aumenta, a Terceira Divisão é bem distinta da Primeira. Para isso, termos uma realidade diferente seria primordial. O local de treinamento fixo, no momento, é um dos fatores de maior importância”, explica.

Os treinos acontecem duas vezes por semana. Às terças-feiras, é realizado na sede da AMDA. Às sexta-feiras, acontece no Barroca Tênis Clube.

CONTRIBUIÇÃO. Para participar do Brasileiro, que foi disputado na cidade goiana de Anápolis, uma situação favorável e não muito comum, se comparada com outros esportes paralímpicos. Nenhum jogador precisou “colocar a mão no bolso” para participar do campeonato.

“Contamos com a ajuda da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que custeou o transporte de oito atletas do time. O resto foi de van, em uma parceria que conseguimos. Tivemos que correr atrás dos uniformes, por conta própria. A organização também ajudou com hospedagem e alimentação”, disse Carla.

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