Superliga pode ter nova tecnologia

Equipamento já existe desde 2006 e elimina dúvidas de interpretação da arbitragem

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Solução. Vôlei brasileiro pode seguir o caminho da tecnologia para minimizar os erros de arbitragem
douglas magno
Solução. Vôlei brasileiro pode seguir o caminho da tecnologia para minimizar os erros de arbitragem

Depois de ter sido usada na final da temporada 2011/2012 da Superliga, por meio do desafio, a tecnologia pode voltar a aparecer no principal campeonato de vôlei do país. No entanto, a ferramenta que pode ser a principal novidade da edição que começa no fim do mês será outra, caso sua utilização seja confirmada.

Criada pela Penalty, em 2006, a D-Tech se limita a apontar bolas dentro e fora. Cada bola possui um chip instalado dentro dela e, assim que ela toca no solo, um sinal luminoso, com suporte de oito antenas, é transmitido ao árbitro, em tempo real.

“Nosso sistema é inédito. Não há nada semelhante no mundo. O desafio é muito mais complexo. No nosso, a informação chega em tempo real, não depende de avaliação humana. Quando o ser humano está envolvido, pode acontecer uma variação na interpretação”, justifica Emerson Shiromaru, gerente de inovação e tecnologia da Penalty.

A empresa e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) estão em negociação. “Estamos próximos de conseguir viabilizar a utilização desta ferramenta na Superliga. Eles precisam finalizar algumas questões de custo operacional para encaixarmos tudo. Teríamos que definir, ainda, se ele seria usado durante todo o campeonato ou em apenas algumas partidas, como os play-offs ou naquelas com transmissão. Há a chance de a Superliga ter essa novidade, mas temos que ter um parâmetro financeiro para balizar a situação”, mostra Renato D’Ávila, superintendente da entidade.

TESTE. A ferramenta foi testada, mais uma vez, recentemente, durante jogo entre Sesi-SP e São Bernardo Vôlei, pelo Campeonato Paulista. O vice-presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), Saul Castro, veio ao Brasil para acompanhar de perto a partida.

Antes disso, uma apresentação para vários representantes do alto escalão da FIVB já havia acontecido, em Lausanne, na Suíça. “Saímos satisfeitos de lá, sanamos todas as dúvidas, e acredito que eles gostaram muito. Estamos aguardando um retorno da FIVB para avançarmos nas negociações”, aponta Shiromaru.

Apesar de uma avaliação oficial da FIVB ser bem-vinda, ela não é pré-requisito para que seja utilizada na Superliga.

Inovação

"Estamos próximos de conseguir viabilizar sua presença na Superliga. Teríamos que definir, ainda, se ele seria usado durante todo o campeonato ou em apenas algumas partidas, como os play-offs ou naquelas com transmissão.”

Renato D’Ávila - Superintendente da CBV

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave