Romance centrado em trama policial mescla realidade e ficção

Luis Erlanger lança o livro “Antes Que Eu Morra”, sua primeira ficção, no evento Sempre Um Papo

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |



Escritor desenvolve estrutura de ficção baseada em sessão de análise
Leo Aversa
Escritor desenvolve estrutura de ficção baseada em sessão de análise

Com quatro décadas de trabalho dedicados ao jornalismo, Luis Erlanger estreia na literatura com o título “Antes Que Eu Morra”, que ele lança hoje no evento Sempre Um Papo, a ser realizado na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. Inspirado no gênero policial, o romance se apoia na fronteira entre ficção e realidade e é foco do bate-papo com o autor, que recorda ter iniciado o livro em 2009.

“Eu comecei a rascunhar alguns textos naquele momento, depois de deixar um pouco o hard news para trabalhar com comunicação, concebendo, por exemplo, alguns roteiros. Foi ali que experimentei uma escrita mais fluida, e acho que isso influenciou um pouco o processo”, recorda Erlanger.

Outra experiência que o fez ativar um novo tipo de escrita teve a ver com uma pesquisa científica: naquela época, conta, ele se submeteu ao implante de um chip subcutâneo para tratamento da audição, e isso o fez refletir sobre a escuta de vozes internas, levando suas reflexões para o papel.

“Eu me permiti fazer um texto mais solto, e aquilo, de alguma maneira, abriu um caminho. De repente, estava escrevendo novamente, em outro momento, sobre a noção de livre-arbítrio. Comecei a juntar esses escritos esparsos e depois percebi que poderiam gerar um romance”, completa ele.

Diante dos fragmentos, que, à princípio, lhe pareciam contos, ele teve a ideia de conectar aquelas ideias tomando como modelo o monólogo que uma pessoa desenvolve durante uma sessão de análise.

“Eu percebi que havia a possibilidade de trabalhar uma trama que corre em paralelo com uma série de divagações. O livro, então, apresenta fatos que surgem alinhavados de maneira aleatória, como a fala de quem está conversando com seu analista. Ali há um pouco de tudo, mas o importante é que eu fiz uma grande pesquisa, mas também me permiti modificar versões sobre algumas coisas”, explica o escritor.

Narrado em primeira pessoa, a história acompanha a trajetória de um personagem que, ao descer do elevador no andar errado de um prédio, se depara com uma estranha que o leva a uma rede de crimes. “Ele entra numa espécie de abismo, que parece não conseguir evitar”, diz.

Agenda

O quê. Sempre Um Papo com Luis Erlanger

Quando. Hoje, às 19h30

Onde. Sala Juvenal Dias (av. Afonso Pena, 1.537, centro)

Quanto. Entrada franca

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