Terceiro debate entre candidatos ao 2º turno acontece neste domingo

Confronto tem duração prevista de duas horas, a partir das 22h

iG Minas Gerais | Folhapress |

O terceiro debate entre os presidenciáveis neste segundo turno das eleições vai acontecer na noite deste domingo, às 22h. Com duração aproximada de duas horas, o confronto organizado pela TV Record será apresentado pelos jornalistas Adriana Araújo e Celso Freitas.

O debate entre os candidatos será dividido em quatro blocos. O primeiro vai contar com oito rodadas de confronto direto, com pergunta de livre escolha, resposta, réplica e tréplica. Com quatro rodadas, o segundo bloco terá o mesmo formato do primeiro. No terceiro, mais duas rodadas de confronto direto e, no último, os candidatos farão as considerações finais.

Por definição em sorteio, Dilma Rousseff começa o primeiro e o terceiro bloco. Aécio Neves abre o segundo bloco, além de encerrar as considerações finais. Para os tucanos, o objetivo do PT ao fazer ataques a Aécio é tirar dele os votos dos "neoaecistas" – eleitor que antes votava em outros candidatos e agora migrou para ele.

Na campanha do PSDB, a ordem é iniciar o debate da Record no domingo transmitindo o recado de que o candidato tucano quer evitar "baixarias". Um assessor diz, porém, que Aécio está pronto para revidar qualquer ataque, seguindo a mesma linha do último confronto.

O PSDB quer colar em Dilma a imagem de que a petista está promovendo "a mais baixa campanha" desde a redemocratização, como ele disse no debate de quinta-feira (16).

Agressões

Questionada sobre se o clima belicoso do debate no SBT, na semana passada, iria se repetir no embate deste domingo, a presidente respondeu que tem "muitas propostas para apresentar", mas "é impossível escutar agressões, preconceitos e desrespeito sem responder".

Dilma afirmou que o comportamento de seu adversário no debate do SBT, quando Aécio Neves (PSDB) a chamou de "leviana", foi igual ao que o candidato tucano teve com Luciana Genro (PSOL) no debate da Rede Globo, no primeiro turno.

"É uma acusação grave para a mulher, tem de aprender a respeitar as mulheres. Com mulher não pode ser assim. Nós não fazemos isso", completou Dilma.

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