Minientrevista

Claudinei Freire Santos - Vice-presidente nacional ABESE

iG Minas Gerais |

O mercado e a demanda por segurança vêm se modificando? O mercado de segurança eletrônica é muito novo, tem cerca de 25 anos. No início, o preço de um sistema de segurança era praticamente o de um carro popular, e pagar cerca de R$ 20 mil tinha um peso significativo. Ter um sistema era sinal de status, só compravam as classes A e B, mas agora vemos a classe C também sendo alvo da criminalidade. O interior, que também era tido como um dos locais mais tranquilos, hoje já mudou bastante.

Por que os clientes comerciais ainda se sobressaem?

Por ser a “vítima” preferencial, uma vez que os bandidos conseguem adentrar no comércio durante o dia como se fossem clientes. Com isso, eles sabe o que tem lá, identificam o que querem roubar e voltam à noite.

Como a população está se protegendo?

O crime atinge todo mundo, e a classe C é uma das que mais vêm consumindo sistemas de segurança. Sempre falo para não subestimarem os clientes, pois a mensalidade básica desse serviço (R$ 150) já cabe no orçamento.

O que a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança acredita que precisa mudar?

Estamos trabalhando em um projeto de lei que deve ser sancionado ainda neste ano ou no ano que vem que busca submeter esse tipo de atividade à fiscalização da Polícia Federal, semelhante ao que já ocorre na vigilância patrimonial. Além disso, a associação já criou um selo Abese de qualidade. (LM)

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave