Final dos sonhos

iG Minas Gerais |

A grande fase do futebol mineiro nos últimos anos continua dando saborosíssimos frutos às torcidas dos dois maiores clubes do Estado, que têm tudo para fazer a decisão da Copa do Brasil, pois estão nas semifinais, e como favoritos, sendo o Atlético, depois do que fez na última quarta-feira, o principal candidato ao título, por motivos que explicarei. O Cruzeiro, que tem vacilado mais do que deveria, mas ainda dentro da “margem de erro”, tem uma missão bem mais difícil para chegar à decisão. Primeiro pelo fato de pegar na semifinal um time muito melhor do que o adversário do Atlético, haja vista o que fez o Santos com o Botafogo anteontem, mesmo com toda a fraqueza da equipe carioca, fadada a “acabar”, caso o atual presidente e sua turma sigam no clube. Além disso, a Raposa está dividida entre a Copa do Brasil e o Brasileiro, onde continua sendo favorita, mas precisa acordar para a vida, senão vai morrer na praia. Será que o técnico Marcelo Oliveira vai esperar o time perder o título “ganho” da Série A e ficar pelo caminho na Copa do Brasil para barrar o zagueiro Dedé? Ele merece todo o respeito, é um bom jogador (melhor do que pensa e do que muitos pensavam), mas está em péssima fase e tem que sair do time. Está falhando demais! É simples assim! Onde está o melhor elenco do Brasil? Já o Atlético embalou de vez depois do feito histórico protagonizado contra o Corinthians. O Galo mostrou que futebol se ganha com técnica, com tática, mas também e principalmente com alma, o que está faltando ao Cruzeiro de uns tempos para cá, embora a escola celeste seja muito mais de técnica. O show de gala na quarta-feira, no Mineirão, do time e da torcida, despertou o gigante. Equipes como a do Atlético, quando chegam, é difícil parar, assim como aconteceu na Libertadores de 2013. Até no Brasileirão, São Paulo, Inter e o próprio Cruzeiro têm que abrir os olhos. O Galo voltou com tudo, e agora quero ver segurar! A única coisa que pode atrapalhar o alvinegro na luta pela final da Copa do Brasil é a “síndrome” Flamengo, que também tem uma torcida que faz a diferença, mas um time muito pior do que o Atlético, em que pese todo o histórico entre as duas equipes em jogos decisivos ao longo dos anos. Contudo, depois das quebras dos tabus de décadas sem títulos importantes e de confrontos eliminatórios contra o Corinthians, o Galo é o grande favorito na Copa do Brasil, mais ainda se a decisão for contra o Cruzeiro, que estará também dividido na reta final do Brasileiro e não consegue bater o maior rival nos duelos mais recentes. Seria a final dos sonhos para Minas Gerais. Só espero que as autoridades tenham responsabilidade, e não queiram fazer média, para exigir os jogos finais com torcida única, já que não conseguem garantir segurança com as duas torcidas, como vimos no clássico passado. A grande festa não pode se transformar em tragédia. Quem avisa amigo é! Outro desdobramento da épica vitória de quarta-feira que pode ter passado desapercebido, o que é natural diante da mais do que justificável empolgação da torcida, é que o atacante Jô não tem mesmo mais lugar no time, como já não tinha no clube. A única explicação para a demora em anunciar a dispensa do “atleta” é que o Atlético está tentando não queimar ainda mais o jogador – se é que isso é possível – para, quem sabe, fazer um dinheirinho com ele. Até ontem, na hora em que fechei a coluna, Jô estava fora dos treinos à espera de um, surpreendentemente, comedido Alexandre Kalil.

Correção. Meu forte nunca foram números, datas, decoreba, até por isso sou jornalista. Porém, na coluna passada, esqueci, inexplicavelmente, um dado muito importante, principalmente para a torcida do Inter. Ao mencionar os títulos brasileiros do time gaúcho, não citei a conquista de 1976, apenas as taças de 1975 e 1979. Correção feita e desculpa pedida a você leitor, ainda mais se for colorado.

Baixaria. É notória a falta de capacidade intelectual e cognitiva de Dunga. Mas, há uma semana, ele mostrou também que não pode representar o país. Foram grosseiros, deprimentes e vergonhosos para nós, brasileiros, seus gestos para o banco da Argentina, denotando que um dos argentinos cheirava cocaína. Mesmo se for verdade, dependência química é doença, ao contrário da falta de educação.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave