Má fase que divide opiniões

Roberto Gaúcho e Nonato, campeões do mata-mata em 93 e 96, comentam mau momento do beque

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

Dedé deveria ser reserva de Léo na opinião de alguns cruzeirenses
JOAO GODINHO / O TEMPO
Dedé deveria ser reserva de Léo na opinião de alguns cruzeirenses

O Campeonato Brasileiro vai chegando em sua reta final, e o Cruzeiro é o grande ponto de interrogação da disputa. Será que o líder isolado da competição irá se recuperar a tempo dos recentes tropeços, retomar o caminho das vitórias e garantir mais um troféu para sua galeria? A Raposa, que soma 56 pontos, seis de diferença para o segundo colocado – o Internacional –, rodada a rodada queima parte da gordura que acumulou no primeiro turno. Nos dois últimos compromissos, contra Corinthians e Flamengo, não somou pontos, muito pelas seguidas falhas defensivas. E agora tentará se recuperar diante do Vitória.

Em nove jogos do returno, o Cruzeiro sofreu 12 gols, quase 67% dos tentos sofridos na primeira metade do Brasileirão (19 jogos). E se o time dava fortes indícios de que confirmaria o primeiro lugar antes mesmo de disputar 38 rodadas, a situação agora é outra.

O zagueiro Dedé, que assumiu publicamente o seu mau momento e pediu ajuda do torcedor para dar a volta por cima, tem sido alvo da maioria das críticas. Responsável por marcar um gol contra na derrota por 3 a 0 para o Flamengo, o jogador mais caro da história do clube celeste divide opiniões quanto à sua ida ou não para a reserva.

“Eu colocaria o Dedé no banco. Acho um jogador de regular para bom. Mas não acredito que o Marcelo Oliveira o tiraria do time, mesmo com ele em má fase. O Dedé é o primeiro da lista para ser vendido para o exterior e por isso ele não vai para o banco de reservas”, disse o ex-atacante cruzeirense Roberto Gaúcho.

Já para Nonato, que durante oito anos ocupou a lateral esquerda da Raposa, colocar Dedé no banco seria desmotivar o jogador nesse momento difícil. “Se tirar o jogador, que é a contratação mais cara da história do clube, e colocá-lo no banco, o astral dele vai lá embaixo. O jogador só se recupera jogando. Sei que está complicado, mas tem que arrumar tempo para treinar o que ele está errando, apurar o tempo de bola, o posicionamento”, opinou.

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