O canto transformador de Zizi

iG Minas Gerais | Bárbara França |

Nova fase: Zizi Possi volta a BH celebrando a alegria de se reerguer
RONALDO AGUIAR/DIVULGAÇÃO
Nova fase: Zizi Possi volta a BH celebrando a alegria de se reerguer

Paulinho da Viola escreveu um samba para falar da dor de perder um grande amor. Onde havia a luz do sol, uma nuvem se formou, onde havia alegria, outra nuvem carregou. Enfim, “tudo se transformou”.

  O nome da canção remete a uma mudança triste para o sambista, mas ao colocá-la no título do seu show, a cantora Zizi Possi o reveste de um sentido positivo. Para ela, a transformação é a possibilidade de se erguer e olhar as coisas de uma forma diferente, algo que ela vai mostrar ao público belo-horizontino na próxima sexta-feira (24), em um show que marca sua verdadeira volta à vida.   O período entre 2009 e 2011 não foi fácil para a cantora. Zizi passou por uma cirurgia na boca, ficou dez meses sem andar por conta de uma grave infecção, perdeu o pai e o irmão, entrou em depressão.   Após a tempestade física e emocional, ela ressurge celebrando a grandeza de estar de pé. “É verdade que os últimos anos não têm sido fáceis. Mas é muito bom estar no palco. Confirma aquela máxima que diz: ‘Quem canta, seus males espanta’. ‘Tudo Se Transformou’ tem relação com esse meu momento, com todo o repertório que embala este sentido de transformação. Este título fotografa bem o que está no CD e no show”, comenta ela.   O disco foi lançado este ano, mas em 2013 a cantora já havia rodado o país levando clássicas composições do cancioneiro popular, tendo passado inclusive por Belo Horizonte. “Foi uma linda noite! Espero poder ter um encontro abençoado com esse povo tão querido que é o mineiro. Sei que, no mínimo, serei feliz, feliz”.   Zizi volta acompanhada de uma cozinha enxuta, da qual fazem parte o Maestro Jether Garotti Jr., no piano e clarineta, Rogério Delayon no violão e cordas e Guello, na percussão.   No repertório, destacam-se “Filho de Santa Maria”, de Itamar Assumpção e Paulo Leminski; “Disparada” e “Porta Estandarte”, de Geraldo Vandré; ‘Contrato de Separação’, de Dominguinhos e Anastácia; e ‘Meu Mundo e Nada Mais’, de Guilherme Arantes. A novidade fica por conta de “No Vento”, da compositora gaúcha Necka Ayala, que encantou Zizi por sua melodia simples e precisa.   “O que sempre priorizo na escolha do repertório é a atemporalidade e a beleza do conteúdo. Eu me misturo com aquilo que estou cantando e sempre procuro músicas que me ajudem a colocar o que acredito pra fora. Esse é o único critério. O que posso dizer é que minha carreira sempre pontuou meu desenvolvimento humano, individual, espiritual e artístico. E tudo isso sempre se refletiu nas minhas escolhas, dentro e fora dos palcos”, afirma Zizi.   Assim, leve, a cantora diz que agora se trata de um novo momento seu, com novas percepções expressadas através da música e brinca: “é como uma atualização de hardware”.   Zizi Possi, em “Tudo se Transformou” Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete, centro). Dia 24 (sexta-feira) às 21h. R$ 120 (inteira). (31) 3201.5211. 

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