‘A gente encara uma boa briga’

Dilma Rousseff (PT) afirmou que prefere falar de propostas, mas que foi levada a adotar tom agressivo

iG Minas Gerais |

Selfies. Durante reunião com prefeitos aliados em Florianópolis, Dilma tirou várias fotos
Ichiro Guerra / Dilma 13
Selfies. Durante reunião com prefeitos aliados em Florianópolis, Dilma tirou várias fotos

Curitiba. Um dia após o debate de TV mais virulento da campanha até aqui, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta sexta, em comício em Curitiba, que encara “uma boa briga”. “Nós não somos da guerra, da briga. Mas, quando nos desafiam, a gente encara uma boa briga”, afirmou a petista. Em discurso numa praça no centro de Curitiba, em cima de um caminhão de som, para cerca de 5.000 pessoas, Dilma pediu “um grito de combate, um grito de guerra” da militância.  

“Vamos mostrar que o Brasil não vai voltar para trás”, afirmou. Ela voltou a defender os bancos públicos e as políticas sociais e criticou a gestão do PSDB na Presidência da República (1995-2002). “Quando puderam, não fizeram. E hoje, com a cara mais limpa, dizem: ‘Ah, eu vou fazer o Bolsa Família’. Não vão, não. Porque nunca fizeram”, discursou.

Dilma responsabilizou o adversário, Aécio Neves (PSDB), pelo aumento dos ataques pessoais na reta final da campanha e disse que foi levada a adotar um tom agressivo. No debate entre os presidenciáveis nessa quinta, a petista insinuou que o oponente foi apanhado dirigindo sob álcool e droga e que beneficiou parentes no governo de Minas Gerais. O tucano, por sua vez, afirmou que um irmão de Dilma foi funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte quando a capital era administrada pelo PT.

“Eu não estou tomando este rumo, fui levada a esse rumo. Acredito que os debates seriam melhores se fossem mais propositivos. Acontece que não é da mesma forma que o candidato adversário tem se comportado”, disse a petista, afirmando que preferia apresentar programas federais como o Pronatec e Minha Casa, Minha Vida. “Agora, eu não posso me furtar ao debate que vier, porque sou candidata. Não posso usar de nenhum artifício e fugir das discussões”, concluiu.

Esta foi a primeira visita de Dilma ao Paraná nesta campanha. A presidente perdeu para Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno no Estado: fez 32% dos votos, contra 49% do tucano. A petista ficou cerca de uma hora em Curitiba. Percorreu uma quadra do centro em cima de uma camionete, de onde acenou para militantes e moradores. Em seguida, discursou no caminhão de som.

Na campanha passada, em 2010, Dilma foi hostilizada durante um percurso semelhante pela cidade: balões de água foram jogados contra o jipe em que estava. Dessa vez, nenhuma manifestação semelhante ocorreu.

Combate

Crime. Dilma prometeu enviar uma Proposta de Emenda Constitucional ao Congresso para atribuir responsabilidades à União no combate à criminalidade no país. Hoje, a atribuição é dos Estados.

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