Exercícios físicos podem ajudar no tratamento de ovários policísticos

Os ginecologistas afirmam que os impactos de atividades físicas no corpo da mulher seguram o avanço da doença que atinge cerca de 10% da população

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

No lugar de remédios, a principal prescrição médica para o tratamento da doença é a prática regular de exercícios físicos
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No lugar de remédios, a principal prescrição médica para o tratamento da doença é a prática regular de exercícios físicos

Um distúrbio hormonal que atinge entre 7% e 10% da população feminina, os ovários policísticos levam à irregularidade no ciclo menstrual, desenvolvimento de diabetes, obesidade, resistência à insulina e dificuldades para engravidar, além de aumentar em 1,5% as chances de ter um infarto.

A disfunção é decorrente da produção irregular do hormônio testosterona. O seu excesso causa a formação de folículos, que acabam se prendendo ao ovário da mulher. Freqüentemente, o primeiro sinal identificado pelas mulheres é a irregularidade na menstruação, mas o aparecimento anormal de acnes, o ganho excessivo de peso, e o crescimento em grande quantidade de pelos no rosto, costas, barriga e glúteos também caracterizam a doença.

O que muitas mulheres desconhecem é que no lugar de remédios, a principal prescrição médica para o tratamento da doença é a prática regular de exercícios físicos. Os ginecologistas afirmam que os impactos do exercícios físicos no corpo da mulher seguram o avanço da doença, fazendo com que ela estacione e o tratamento se torne mais simples e eficaz, ao mesmo tempo em que diminui a necessidade de ingestão de medicamentos.

Não é necessário uma rotina pesada de exercícios como a dos atletas para se alcançar esses benefícios. Deixando o sedentarismo de lado e tendo uma rotina de exercícios de ao menos três vezes por semana, com duração média 30 minutos cada atividade, já há reflexo na diminuição do peso e na normalização dos ciclos menstruais, combatendo diretamente sintomas da doença.

Diagnóstico e medicação

Mesmo com a manifestação de todos os sintomas, o diagnóstico só se dá depois de exames laboratoriais e clínicos que constatem as taxas hormonais, além de ultrassom do ovário. Em alguns casos específicos, quando a doença é identificada com certo avanço e a depender das alterações causadas no organismo, os especialistas podem recomendar medicamentos para se aliar aos exercícios físicos no tratamento, como no caso das mulheres que desenvolvem resistência à insulina e que precisam de medicamentos para controlar o diabetes.  

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