Mano critica perguntas e afirma que não vai pedir demissão

Treinador do Corinthians também ficou irritado com questionamentos sobre a "dancinha" polêmica dos jogadores do Galo, após a vitória por 4 a 1

iG Minas Gerais | FOLHA PRESS |

Técnico corintiano preferiu o atacante Luciano, destaque do jogo contra o Comercial
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Técnico corintiano preferiu o atacante Luciano, destaque do jogo contra o Comercial

 Impaciente e contestando perguntas, o técnico Mano Menezes deixou claro que não vai pedir demissão do Corinthians e fica ate o final do ano, quando termina seu contrato.

Cerca de 30 torcedores fizeram protesto contra ele e a diretoria na entrada do CT do Parque Ecológico na manhã desta sexta (17).

Ele está pressionado pela derrota para o Atlético e eliminação da equipe na Copa do Brasil. Apesar de viajar a Belo Horizonte e fazer um gol fora de casa, o Corinthians caiu na competição ao perder por 4 a 1.

"Comuniquei ao presidente que não vou abandoná-lo. Mas também disse a ele que, embora sejamos amigos, ele poderia ficar à vontade se achasse que deveria tomar uma decisão", disse o treinador.

O presidente Mario Gobbi já disse publicamente que não vai demiti-lo. Apesar disso, existe a pressão de conselheiros e integrantes da diretoria para a troca de comando do futebol.

Em sexto no Campeonato Brasileiro, o time enfrenta o Internacional neste domingo (19), em Porto Alegre.

Interrompendo os repórteres para dizer que as questões eram repetitivas e que as responderia como achasse melhor, se irritou especialmente quando foi lembrado da comemoração dos jogadores do Atlético após a classificação. Eles dançaram com os braços abertos, exatamente como Mano havia feito quando o Corinthians fez o segundo gol diante dos mineiros no Itaquerão.

"Acho [a insistência no assunto] isso ridículo. Que se dê importância a isso, é ridículo. Vocês vão querer escolher como se comemora um gol? Não podemos mais comemorar? Em momento de alegria, cada um comemora como quiser. A comemoração do Atlético foi mais significativa porque conquistaram a vaga", contestou.

Teve até a tradicional cutucada em Luiz Felipe Scolari, seu sucessor no comando da seleção brasileira.

"A derrota não forma família. Você só ouve da história da família na hora da vitória. Não teve família neste ano, não é?", ironizou, citando o apelido de "família Scolari" das equipes dirigidas pelo seu colega gaúcho e a goleada por 7 a 1 sofrida diante da Alemanha, na semifinal da Copa.

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