Mineiro Sherman Trezza de olho no bi do Brasil Ride

Ao lado do brasileiro mais bem colocado no ranking mundial, ele vai encarar 600km em sete dias na Chapada Diamantina

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Sherman foca na camisa branca ao lado do brasileiro mais bem colocado no ranking da UCI
Divulgação
Sherman foca na camisa branca ao lado do brasileiro mais bem colocado no ranking da UCI

Depois de conquistar, ao lado do carioca Henrique Avancini, o título do Brasil Ride no ano passado, o ciclista mineiro, Sherman Trezza, natural de Lambari, no sul do Estado, parte com o companheiro para a edição de 2014 de uma das competições mais duras da modalidade. Avancini, recém-contratado pela gigante Cannondale, uma das equipes de melhor estrutura no mundo, ocupa, atualmente o 19º posto no ranking da União Ciclística Internacional (UCI).  A competição começa no domingo. 

Serão 600km em sete dias pela Chapada Diamantina, na Bahia. No ano passado, eles conquistaram um título inédito para o Brasil.

Para este ano, o título traz um sentimento diferente. "Existe uma responsabilidade e até uma pressão. Mas estamos focados e esperamos ter um bom rendimento novamente", comenta.

Assim como na última edição, eles entram com um objetivo inicial, que pode acabar sendo superado. "Queremos a camisa branca, que é dada aos competidores das Américas que chegam em primeiro. Este foi o nosso foco no ano passado, mas nossa regularidade determinou a camisa amarela, dada aos campeões. Não tem como chegar em primeiro sem sorte. Ela ajuda, mas não é determinante", aponta o ciclista de 25 anos.

A cada dia, a prova reserva desafios diferentes e muita superação. Problemas mecânicos e físicos podem acontecer. "Você pode começar a prova super bem e acabar mal, muita coisa pode acontecer. São cerca de seis horas por dia pedalando", mostra.

Desafiando os próprios limites Tanto Sherman como Avancini não têm a ultramaratona como prioridade na temporada. Afinal, a especialidade da dupla é o cross-country. "Assim como no ano passado, nosso calendário está cheio. Mas, ao contrário de 2013, neste último mês conseguimos fazer uma preparação específica. Tentaremos ganhar o prólogo (primeira etapa) para sair na frente", projeta.

Inscritos na categoria de duplas, eles precisam estar juntos durante todo o percurso. O máximo que podem se distanciar é por um período de dois minutos. Com exceção da terceira etapa, que acontece em formato cross-country e soma os tempos dos dois, todo o trajeto restante precisa acontecer de forma conjunta.