Primeiros testes de casos suspeitos de ebola dão negativo

Das seis novas pessoas que estão sob vigilânicia na Espanha desde a última quinta-feira, o teste foi negativo em duas; na França o exame feito em uma enfermeira que também teve resultado negativo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Os primeiros testes para detectar o vírus ebola em duas das seis novas pessoas colocadas sob vigilância na quinta-feira (16) na Espanha apresentaram resultados negativos, anunciou o comitê que monitora a presença do vírus no país.

Um caso suspeito era de um nigeriano que chegou na quinta-feira a Madri procedente de Paris em um voo da Air France. O passageiro havia sido isolado no aeroporto de Barajas.

O segundo resultado negativo foi de um homem transportado em 6 de outubro na ambulância usada para atender a auxiliar de enfermagem que contraiu ebola na Espanha, Teresa Romero.

Os dois foram internados na quinta-feira no hospital Carlos 3º de Madri, onde Romero também recebe atendimento.

De acordo com os médicos, o estado de saúde de Teresa Romero é melhor, mas permanece grave. A auxiliar se contaminou ao tratar de missionários espanhóis que foram infectados na África.

Um terceiro paciente, com febre, também foi submetido a exames no hospital. Se trata de um religioso espanhol que estava na Libéria.

Mais três pessoas estão sob vigilância em Santa Cruz de Tenerife, no arquipélago espanhol das ilhas Canárias, depois que um homem vindo de Serra Leoa apresentou febre.

França

Os primeiros testes feitos em uma enfermeira francesa, que cuidou de um paciente vindo da África com ebola, deram negativo para o vírus.

"Os primeiros testes deram negativo, efetivamente. Aguardamos outros resultados para confirmação", disse uma fonte ligada ao caso.

A enfermeira havia sido internada mais cedo em um hospital militar perto de Paris com febre superior a 38ºC.

A enfermeira cuidou de uma outra enfermeira do Médicos Sem Fronteiras que foi infectada na Libéria e tratada na França.

A epidemia de ebola começou na África Ocidental já matou mais de 4.500 pessoas, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa.

A doença é transmitida por contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada que tenha apresentado febre, diarreia e vômito.

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