Exotismo nas formas

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Rondeli di fiore. Criação do chef Americo Piacenza acompanha molho branco
Lincon Zarbietti / O Tempo
Rondeli di fiore. Criação do chef Americo Piacenza acompanha molho branco

Convidados pelo Gastrô, os chefs mostram, nas páginas desta edição, formatos incomuns no Brasil. Massimo Bataglini preparou duas massas que se destacam pelos instrumentos usados para atingir o formato pretendido. O espaguete alla chitarra é finamente cortado em cordas de violão esticadas. Pela delicadeza dos fios, o acompanhamento escolhido foi de camarões, mascarpone e raspas de limão siciliano. Outra massa preparada por ele foi o bigole, mais grossa, preparada com um parafuso de bronze, que confere um formato mais retorcido à massa longa, mais rústica. O molho preparado foi forte, alla grigia, uma versão antiga da amatriciana, com cebola, pancetta parmiggiana e pimenta-do-reino.

A escolha de Simoni Biondi foi o pici, espaguete pacientemente enrolado à mão, que ele combinou com ragu de linguiça, e o curioso gnocchetti Sardi, típico da Sardenha, preparado com manteiga e sálvia. Curinga na cozinha italiana, essa combinação leve também foi escolhida por Americo Piacenza para acompanhar o carameli, em formato de bala, recheado com queijo e amêndoas. Outro formato proposto por ele foi o rondeli fiori, que como o nome adianta, vêm aberto, na forma de flor. Com o recheio de tomate seco, rúcula e mussarela de búfala, as rosas foram escoltadas com molho bechamel (branco).

Já Remo Peluso traz um sabor familiar: o fusilli feito à mão com um fuso de ferro. Em formato cilíndrico, ele é servido com bracciolla de pernil recheado, cozido no molho de tomate. “Era um prato que minha mãe, Anella, preparava para meu pai, Theodoro. Era feito aos fins de semana nos almoços com a família e amigos”, relembra.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave