Petrobras e irmãos dão o tom do debate

Candidatos fazem ataques duros em segundo encontro na TV

iG Minas Gerais | Ricardo Corrêa |

O escândalo da Petrobras e o emprego de parentes em empregos públicos deram o tom no debate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), nesta quinta-feira, no SBT. Enquanto Dilma reagiu a Aécio repercutindo notícia da "Folha de S.Paulo" que aponta o fato de Paulo Roberto Costa ter dito que pagou propina ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, Aécio acusou o irmão da petista de ser funcionário fantasma na Prefeitura de Belo Horizonte, na gestão do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT). Aécio citou Igor Rousseff como resposta às acusações de Dilma em relação ao emprego de parentes no governo de Minas. Dilma afirma que Aécio empregou a irmã, um tio, três primos e três primas. Já Dilma citou a denúncia em contraponto aos ataques de Aécio em relação ao escândalo que ocorreu na estatal.Costa afirma que empreiteiras pagavam propinas que eram repassadas a partidos da base aliada, como PT, PP e PMDB. Na discussão sobre Petrobras, os dois acusaram o outro de não permitir a investigação. Com frases bem semelhantes, Aécio e Dilma defenderam que "se investigue todos". Dilma disse que isso não acontecia no governo Fernando Henrique. Aécio, que o PT impediu que seu tesoureiro fosse à CPI que apura o caso. Em relação aos parentes, Aécio defendeu o trabalho da irmã Andrea Neves, lembrando que não é remunerado e evitou citar os outros casos citados pela presidente. Dilma, por sua vez, afirmou que o caso de Igor Rousseff não se tratava de nepotismo, já que não era em um governo seu. A presidente destacou suas ações na área de educação, citando o Enem e o Pronatec, o que recebeu críticas de Aécio. O candidato do PSDB prometeu fundar uma nova escola. Já Aécio usou o tema mobilidade para apontar que a presidente fala de muitos números, mas o cidadão não vê a obra. Neste ponto, Aécio citou o metrô de Belo Horizonte, lembrando que a obra está parada. Dilma, porém, afirmou que a Prefeitura está trabalhando no projeto que leva o trem até a Savassi, mas que ela gostaria que fosse até o Morro do Papagaio. Em um momento quente do debate, Dilma Rousseff questionou Aécio Neves sobre o que ele achava da Lei Seca, como que levantando o assunto para falar do fato de o senador ter sido pego em uma blitz no Rio e se recusado a soprar o bafômetro. O senador se antecipou e falou sobre o episódio, admitindo que cometeu um erro e reclamando do nível da pergunta da adversária. Já Aécio acusou a campanha de Dilma de agir com mentiras e pressionou a presidente a explicar uma declaração em um debate do primeiro turno. Na ocasião, Dilma afirmou que qualquer um pode cometer corrupção. Dilma reagiu afirmando que Aécio quer estar acima dos outros. Nas considerações finais, Dilma afirmou que os governos tucanos eram para "as elites" e apontou uma transformação do país. "O povo brasileiro tem alternativas que nunca teve antes. No que se refere a empregos, no que se refere a oportunidades de estudo e educação", disse. Já Aécio afirmou que quer tirar o país de "quatro anos de tamanho desgoverno". "Quero combater a inflação e não me conformar com ela. Quero enfrentar a criminalidade e não transferir responsabilidade para Estados e municípios", afirmou.  

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