Denúncias mútuas entre os candidatos marcam último bloco do debate

Aécio e Dilma focaram em alfinetar um ao outro, enquanto planos de governo e propostas ficaram de lado

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Organizado pelo SBT, o debate entre os candidatos ao Palácio do Planalto acontece na sede da rede, em São Paulo. Lá, Dilma Rousseff (PT), que concorre a reeleição, e o ex-governador de Minas Aécio Neves (PSDB), discutirão os projetos para o futuro governo.

No terceiro bloco, Dilma alfinetou Aécio ao questionar sobre a opinião do tucano a respeito da formulação da Lei Seca. A petista fez clara referência a um episódio de 2011, onde o ex-governador mineiro foi flagrado por uma blitz com a documentação de motorista atrasada.

Ao responder, Aécio afirmou que a petista fazia 'campanha suja' ao invés debater propostas. Ele ainda afirmou ter, sim, sido encontrado com a documentação atrasada, mas afirmou que, ao contrário de sua adversária, reconhecia erros.

Na sequência, o tucano questionou e acusou a equipe de Dilma ter feito imagens de um programa eleitoral durante um final de semana, quando as obras de reforma de uma escola de Belo Horizonte estariam paralisadas. Na resposta, a petista lembrou que os investimentos em saúde e educação pelo governo de Minas eram abaixo do que era considerado dentro da lei.

O aeroporto de Cláudio, assim como no debate da Band, voltou a ser tema da pergunta de Dilma. Tanto os ataques feitos pela candidata a reeleição, quanto as defesas do tucano eram os mesmos. A tática da petista ficou clara: fixar os temas polêmicas que envolvem o ex-governador mineiro, tirando, assim, Aécio da postura ofensiva.

As denúncias mútuas continuavam, enquanto propostas para um futuro governo eram deixadas de lado e esquecidas.

Considerações finais

Dilma discursou afirmando que o governo petista 'vê toda a população', e que o Brasil está 'mudando para melhor'. Ela fixou as falas em avanços sociais conquistados e focou a luta contra a crise econômica internacional, que, segundo ela, o país encarou 'tranquilamente'.

O tucano fez discurso até parecido, afirmando que quer ser presidente para 'mudar o país' e para realizar uma integração nacional, desenvolvendo áreas remotas. “Quero ser presidente para que amanhã, em uma futura corrida eleitoral, eu possa permitir os meu adversários que falem sobre suas propostas, ao invés de ofensas”.

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