Parentes de vítimas choram ao ouvir nomes da lista de confissão

Suspeito foi preso na terça-feira e, segundo os delegados, confessou no total a autoria de 39 homicídios, incluindo mortes de oito moradores de rua

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A cada nome citado na leitura que os delegados fizeram, choro e indignação. O tom de revolta e a comoção geral marcaram alguns dos parentes de mulheres assassinadas neste ano por motociclista em Goiânia na tarde de quarta-feira (15).

Eles participaram de uma reunião entre o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), candidato à reeleição, e delegados da Polícia Civil do Estado, que leram a lista de 15 nomes de mulheres cujos crimes foram confessados pelo vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26.

Rocha foi preso na terça (14) e, segundo os delegados, confessou no total a autoria de 39 homicídios, incluindo mortes de oito moradores de rua. No entanto, o advogado dele nega os crimes. Thiago Huascar Santana Vidal diz que seu cliente confessou os assassinatos sob pressão.

Algumas mães das vítimas preferiram não ir ao encontro, ocorrido na sede do governo do Estado, e foram representadas por outros parentes. Ao fim da reunião, os familiares continuavam emocionados, ao reviver a dor da perda das jovens, todas com idades entre 13 e 29 anos.

"É muita revolta, né? Volta tudo na sua cabeça, aquela dor toda que a gente viveu", disse à reportagem, chorando, Lorena Oliveira Moura, 27, irmã da segunda vítima, Beatriz, 23.

Parentes tomaram conhecimento de que o suspeito será apresentado formalmente nesta quinta-feira (16). "Minha vontade é de ir lá, arrancar pedaços dele, bater, matar, fazer ele sentir tudo que nós estamos sentindo", afirmou Lorena.

Mãe de Wanessa, Sandra Oliveira Felipe, 46, contou ter passado mal desde o começo da manhã, quando ouviu o boato de que o autor do homicídio havia sido preso. "Desculpe, mas eu nem consigo falar direito com você. É muito difícil definir o que estou sentindo".

Aloísio Fernandes Gomes Júnior, tio paterno de Ana Lídia, 14, a última vítima assassinada, em agosto, disse sentir um misto de alívio e comoção com a notícia. "É que é uma dor que volta à tona. Mas serve de alento, diminui o peso sabermos que o culpado está preso".

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