A voz Celeste

iG Minas Gerais |

Saudações celestes, nação azul. Uma data que jamais sairá da minha memória, 13/11/94, Cruzeiro x Remo, no Mineirão, pela repescagem do Campeonato Brasileiro. Perdemos de 5 a 1, e a torcida já começava a soltar suas vaias. Eu, com 16 anos, fui no embalo, e meu pai me repreendeu com sua expressão firme: “Jamais ouse vaiar esse time ou qualquer jogador que vista esse manto sagrado, não importa a circunstância.” Nunca mais fiz nem farei isso novamente. Entendo que cada um se manifesta como pode e sei também que nossa torcida é muito exigente, porém, é hora de abraçar nossos guerreiros. Oscilamos nos últimos jogos, mas quem consegue manter tanta regularidade sem dar um ou dois tropeços, principalmente, sem seus grandes craques? Cruzeiro, estivemos juntos nas vitórias, e não são míseras derrotas que irão diminuir meu amor por você!

Avacoelhada

Assembleia geral ordinária, às 19h30, na sede do América, no Boulevard. Segundo Baltazar, houve uma grande falha de comunicação sobre a decisão relativa ao sócio-torcedor ocorrida na última reunião, realizada em agosto. De acordo com o atual presidente do conselho deliberativo, o associado Onda Verde adimplente, com dois anos de admissão, até a data do encontro anterior, tem o direito estatutário garantido de fazer parte do conselho e ao voto. A mudança foi em relação aos sócios que ainda não completaram o prazo estipulado. Para esses serão criados critérios de admissão. De qualquer modo, ao contrário do divulgado por alguns conselheiros, o sócio-torcedor permaneceu no estatuto. Caminho mais praticável de promover integração e renovação e criar lideranças. Aliás, a participação do sócio também está prevista no estatuto do torcedor.

A voz da Massa

Saudações alvinegras! Se Jô diz que está com problemas pessoais e precisa faltar aos treinos, vamos acreditar, afinal, não sabemos que problemas são esses, certo? Mas pera lá: o cara mata serviço, não justifica a falta e aparece curtindo um sambinha no Rio de Janeiro? Me ajuda aí, Jô! Problemas todos nós temos, sejam de ordem pessoal, familiar ou profissional. E se eu perguntar quantos de vocês, meus leitores, levam a vida na correria, certamente todos dirão que sim. Mas quem está numa situação dessas, e leva a vida a sério, jamais será visto a altas horas da madrugada se divertindo numa quadra de escola de samba. Vocês não acham? A meu ver, essa é uma atitude irresponsável e infantil de Jô. Se ele não quer mais permanecer no Galo, basta falar e conduzir a situação com lealdade e clareza. Assim, será melhor para todo mundo, inclusive a Massa, que merece respeito. 

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