Cobranças e a história do cachorro que tem dois donos!

iG Minas Gerais |

Quando as coisas não vão bem é natural que as cobranças surjam. Por causa das derrotas e, principalmente, pela atuação irreconhecível contra o Flamengo, Marcelo Oliveira está sendo cobrado a mexer na forma de jogar do Cruzeiro e a repensar a condição de titulares de alguns jogadores. Diferentemente do mentor dele, Telê Santana, o técnico cruzeirense não é intolerante às críticas da imprensa e às cobranças do torcedor, mas é desses que só mudam quando é convencido por argumentos melhores que os dele. Pelos contatos que recebo de torcedores, o zagueiro Dedé, o lateral Egídio e o atacante William são os mais questionados. Sobra também para o meia Marlone e até para o artilheiro Marcelo Moreno, o que considero um exagero, já que o rendimento dele não tem deixado nada a desejar, em nenhum aspecto, na maioria dos jogos. Opções Dedé realmente não passa por bom momento e tem concorrentes de qualidade inquestionável, como Bruno Rodrigo, recuperado de contusão, e Léo. Egídio sofre contestações desde a sua chegada, mas até hoje nenhum contratado conseguiu desbancá-lo. O que chegou mais recentemente, Breno Lopes, ainda não pode ser testado, por causa da “burrocracia” da CBF. Willian nunca foi titular absoluto da equipe cruzeirense; Marlone passa ainda por testes. Custo x benefício A situação de Jô é parecida com a de Ronaldinho Gaúcho em seus últimos momentos no Atlético, na famosa relação custo x benefício. Se ainda estivesse rendendo o que se espera dele, valeria todo o esforço para mantê-lo, mas não é o caso. Só tem acarretado problemas: dentro de campo não se justifica há tempos e fora das quatro linhas tem é atrapalhado o ambiente. Na hora A presença de Jô no Atlético foi ótima enquanto durou, mas já está na hora de puxar o carro. Que seja feliz em outra freguesia! Perdeu os garçons que o punham na cara do gol (Bernard e Ronaldinho); os gols minguaram; perdeu o amigo que o segurava fora de campo (Ronaldinho); a motivação se foi, e ele voltou a ocupar o noticiário negativo dos tempos do Internacional.

Tem que vencer Com os jogos de terça-feira, o América caiu da oitava para a 11ª posição da Série B. O Boa venceu o Vila de Goiás e subiu para a 6ª posição. Dá pena ver esse tradicional e simpático clube goiano na lanterna, agonizando no futebol brasileiro há alguns anos. Amanhã, o Coelho enfrenta o Paraná, em Curitiba, com a obrigação de vencer.

Eleições Além do futebol, outro tema entra na pauta dos americanos a partir de agora: as eleições no clube, na virada de novembro para dezembro. Lamento que estejam falando apenas em “renovação” do conselho gestor, com os seus oito presidentes. Um sistema que, a meu ver, não deu certo, e a prova maior foi esta derrapada absurda de perder seis pontos como punição por inscrição e utilização de jogador irregular.

Presidencialismo O ideal seria ter um presidente, um vice, e bola pra frente. Para piorar, fala-se que Marcos Salum vai deixar uma das presidências, o que seria péssimo para o América. Essa de oito presidentes é difícil de colar. Cai naquela frase muita usada por nós, mineiros: “Cachorro que tem dois donos morre de fome”. Imaginem oito donos!

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